Sobre a apresentação lírica da história: Hegel e o poema moderno

Autores

  • Ammon Allred PUCRS

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-6746.2015.1.12655

Palavras-chave:

Celan. Hegel. História. Poesia lírica. Modernidade.

Resumo

O artigo reformula a pré-história da filosofia como é entendida por G. W. F. Hegel, a fim de examinar o que uma “Apresentação Lírica da História” poderia ter sido. O Autor argumenta que o tratamento da história por Hegel no final de suas palestras sobre estética sofre de uma falta de atenção ao conteúdo filosófico específico da poesia lírica moderna, que pode ser localizada em sua afirmação de que a poesia lírica está principalmente preocupada com o sujeito. Em contraste, o Autor argumenta que o relato de Hegel deveria tê-lo levado a considerar que a poesia lírica está principalmente preocupada com mundos alienados subjetivos, que ele chama de “contramundos.” O ensaio termina com uma breve análise de três poemas de Paul Celan para mostrar como essa mudança no sentido da poesia lírica teria levado Hegel a dar maior peso à poesia lírica em sua teoria da história.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ammon Allred, PUCRS

Possui graduação em Filosofia (Bacharelado) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996), graduação em Filosofia (Licenciatura) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996), graduação em Teologia (Bacharelado) pela Escola Superior de Teologia (1996), doutorado em Filosofia pela Rheinische Friedrich Wilhelms Universität Bonn (2001), pós-doutorado pela Universitat Tuebingen (Eberhard-Karls) (2005), pós-doutorado pela Albertus-Magnus-Institut (2007) e pós-doutorado pela Notre Dame University (2010). Atualmente é professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, editor da Veritas, membro do corpo editorial da Intuitio, membro do corpo editorial da Teocomunicação, membro do corpo editorial da Cauriensia, membro do corpo editorial da Cognitio e membro do corpo editorial da Mediaevalia (Porto, Portugal). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia.

Referências

ADORNO, T. Prisms. Trans. Sheirry Weber Nicholsen and Samuel Weber. Cambridge: MIT Press, 1983.

ARISTOTLE. Poetics.

CELAN, P. Gesammelte Werke. Frankfurt: Suhrkamp, 1983.

DERRIDA, J. Cinders. Trans. Ned Lukacher. Lincoln: University of Nebraska Press, 1991.

DERRIDA, J. “Poetics and the Politics of Witnessing”. In: Sovereignties in Question: The Poetics of Paul Celan. Trans. Thomas Duitot. New York: Fordham University Press, 2005.

ELDRIDGE, R. “Hegel as a Modern Philosopher of Art”. In: Proceedings of the European Society of Aesthetics, vol 2. 2010. p. 113-124.

HEGEL, G. W. F. Aesthetics: Lectures on Fine Art (two volumes). Trans. T. M. Knox. Oxford: Oxford University Press, 1975. DOI: https://doi.org/10.1093/actrade/9780198244998.book.1

HEGEL, G. W. Fi. Phenomenology of Spirit. Trans. A. V. Miller. Oxford: Oxford University Press, 1977.

LACOUE-LABARTHE, P.; NANCY, J.-L. L’ absolu littéraire: théorie de la littérature du romantisme allemand. Paris: Seuil, 1978. PLATO. Republic.

TSAKARIDOU, C. A. “Art’s Self-Disclosure: Hegelian Insights into Cinematic and Modernist Space”. In: Evental Aesthetics, 2, 1 (2013), p. 44-72.

Downloads

Publicado

2015-05-12

Como Citar

Allred, A. (2015). Sobre a apresentação lírica da história: Hegel e o poema moderno. Veritas (Porto Alegre), 60(1), 50–68. https://doi.org/10.15448/1984-6746.2015.1.12655

Edição

Seção

Ética e Filosofia Política