A sacramentalidade da história

a dimensão escatológica da sacramentalidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/0103-314X.2026.1.48566

Palavras-chave:

Sacramentalidade, Corporeidade, Símbolo, História da Salvação, Revelação, Mistério Cristão

Resumo

Este artigo examina a sacramentalidade como categoria teológico-hermenêutica fundamental para compreender a autocomunicação de Deus na história e na corporeidade humana. A partir da Encarnação, a realidade histórica, corporal e simbólica adquire uma dimensão sacramental, tornando-se espaço de manifestação da presença e da ação de Deus. A reflexão parte da relação filial de Jesus com o Pai como paradigma antropológico e salvífico, e desenvolve uma leitura teológica que abrange a liturgia, o corpo e a história. Com base em autores como Karl Rahner, Louis-Marie Chauvet e Karl-Heinz Menke, bem como na tradição patrística, propõe-se uma ampliação do conceito de sacramento para além do setenário clássico, interpretando-o como chave de leitura da relação entre graça e história. O estudo se contrapõe às tendências espiritualistas e individualistas da modernidade e recupera a corporeidade e a comunidade como espaços de revelação. O estudo conclui que a sacramentalidade expressa a autocomunicação de Deus no humano, conferindo densidade teológica à experiência concreta da fé.

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Biografia do Autor

Ana Claudia Silveira da Silva, Universidade Pontifícia de Salamanca (UPSA), Salamanca, Espanha.

Doutora em Teologia pela Universidad Pontificia de Salamanca (UPSA), Salamanca, Espanha. Pós-doutoranda pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, Brasil.

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Publicado

2026-02-06

Como Citar

Silveira da Silva, A. C. (2026). A sacramentalidade da história: a dimensão escatológica da sacramentalidade. Teocomunicação, 56(1), e48566. https://doi.org/10.15448/0103-314X.2026.1.48566