Nazaré Tedesco não virou meme
análise de uma performance híbrida da conversação digital
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.2025.1.45734Palavras-chave:
Antropologia dos modernos, Contágio social, Modos de existência, Meme, Regime de enunciação, Teoria Ator-RedeResumo
O objetivo deste artigo consiste em demonstrar que o meme é um regime de enunciação que não pode ser confundido com os demais elementos articulados na conversação digital, cuja eficácia depende, como nos ajuda entender Bruno Latour, dos regimes de enunciação da ficção e da metamorfose (entre outros não explorados aqui). Para tanto, retomamos o argumento de que o meme é uma microação do discurso (Silva; Lopes Júnior, 2023) e usamos a personagem Nazaré Tedesco como exemplo de performance híbrida da conversação, na qual, mediam-se transformações subjetivas; neste processo, apontamos que o meme explora a fisionomia da personagem citada porque ela oferece um acervo precioso de achados expressivos, que figuram sensações solicitando alinhar crenças e desejos a insights, situação ideal para o meme preencher a possibilidade do contágio social. Dessa forma, afirmamos que a Nazaré Tedesco não é um meme.
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