Autonomia ou dependência da ciência
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-3729.1999.10.3026Palavras-chave:
Comunicação, pesquisa científica, Edgar MorinResumo
Em consequência do “caso Sokal”, a questão de saber em que condições se pode falar de autonomia ou de dependência da ciência retomou toda a sua virulência e, cabe afirmar, toda a sua pertinência. Muitos viram na mistificação de Sokal um teste de falsificação científica: falsificar o enunciado de um discurso para testar os critérios de reconhecimento da sua validade. Mas parece mais divertido de ver nisso, antes de tudo, um jogo de cena entre dois poderes bastante distintos: os “científicos”, de um lado, e os “narradores/literários”, de outro. O caso pode então ser decomposto em dois episódios: um, molieresco, da comédia acima de
tudo, e outro, torquemadesco, inquisitorial e delator.

