Linguagem Ético-Religiosa em Emmanuel Lévinas - II

  • Márcia Eliane Fernandes Tomé PUCMG
Palavras-chave: Linguagem. Religião. Onto-teologia. Hermenêutica. Glória do Infinito.

Resumo

Este artigo pretende mostrar como a linguagem ético-religiosa ou a relação social no pensamento de Emmanuel Lévinas é capaz de se opor ao discurso onto-teológico sobre Deus. Tentaremos, primeiramente, evidenciar os pressupostos através dos quais Lévinas concebe a linguagem ética que se subtrai ao discurso objetivante ou ontológico graças ao existir no aquém do ser. Posteriormente, analisaremos a significação que a linguagem assume no pensamento do autor e sua crítica ao discurso onto-teológico. Por fim, a investigação deverá mostrar que a hermenêutica levinasiana se inscreve como ética, plena de uma abertura ao outro, cheia de solicitude e que a glória do Infinito, no dizer da linguagem profética, só se glorifica na relação ética, em que o homem é sempre ordenado à responsabilidade pelo outro homem: é no testemunho da linguagem profética que a significância de Deus significa sem cessar.

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Biografia do Autor

Márcia Eliane Fernandes Tomé, PUCMG
Possui graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2006), pós-graduação em Filosofia da Modernidade pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2008) e mestrado em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2010). Atualmente é professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Publicado
2010-12-17
Seção
Artigos