A distribuição geográfica das estações locais de TV no Brasil

Palavras-chave: Televisão, Retransmissoras, Amazônia Legal

Resumo

A TV expandiu-se, no Brasil, de forma pouco planejada, configurando um cenário de desigualdades regionais. Este artigo analisa a distribuição geográfica das estações locais de TV e questiona se ela, no Brasil, pode ser efetivamente caracterizada como meio de comunicação local. Para atingir esse objetivo, o autor promoveu o cruzamento de bases de dados públicas, do IBGE e da Anatel, em perspectiva não adotada em estudos anteriores. Verificou-se, por fim, que apenas pouco mais da metade dos cidadãos residentes no país tem acesso a pelo menos um canal que insira programação localmente. A maior parte desses canais legalmente pode inserir conteúdos por pouco tempo. Observa-se, também, desigualdade regional na distribuição dessas outorgas, em parte graças à política de incentivo específica voltada à região da Amazônia Legal.

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Biografia do Autor

Octavio Penna Pieranti

Doutor em Administração, Mestre em Administração Pública (EBAPE/FGV) e Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo (ECO/UFRJ), com pós-doutorado em Comunicação (FAC/UnB). Pesquisador Emérito do Núcleo de Estudos em Administração Brasileira (Abras/UFF) e Pesquisador do Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec/Unesp). Contato: [email protected]

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Publicado
2018-08-23
Como Citar
Pieranti, O. P. (2018). A distribuição geográfica das estações locais de TV no Brasil. Revista FAMECOS, 25(3), ID30181. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2018.3.30181
Seção
Audiovisual