Schutz, Sheherazade e o homem da rua: revisitando aspectos do jornalismo como construtor da realidade.

  • Mozahir Salomão Bruck PUC Minas/Professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social
Palavras-chave: Jornalismo, Schutz, Sheherazade

Resumo

Este artigo associa revisão de natureza conceitual acerca do jornalismo como construtor da realidade a uma discussão sobre a noção de Alfred Schutz (1976) de distribuição social do conhecimento. A partir dos três tipos ideais esboçados por Schutz - o especialista, o cidadão bem informado e o homem da rua – tomou-se para análise o episódio midiático em que a jornalista Raquel Sheherazade, do SBT, teceu  comentários acerca de ação de populares no Rio de Janeiro, que amarraram a um poste de rua um rapaz suspeito de ter cometido furtos. A apresentadora afirmou que a ação dos “vingadores” era compreensível e que, dada a falência da segurança pública no Brasil, o cidadão tem que se defender por conta própria. O fato gerou grande repercussão nas redes sociais digitais e trouxe à tona mais uma vez os debates acerca dos limites da ética e da opinião no jornalismo.

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Biografia do Autor

Mozahir Salomão Bruck, PUC Minas/Professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social
Mozahir Salomão Bruck é tem pós-dodutorado em Teorias do Jornalismo pela Universidade Fernando Pessoa. É doutor em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC Minas e Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Pesquisador do programa de Pós-graduação em Comunicação Social da PUC Minas

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Publicado
2015-09-08
Como Citar
Bruck, M. S. (2015). Schutz, Sheherazade e o homem da rua: revisitando aspectos do jornalismo como construtor da realidade. Revista FAMECOS, 22(4), 19-35. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2015.4.20521
Seção
Jornalismo