Onirossignos deleuzianos no videoclipe Hyperballad: interfaces cinematográficas

  • Denise Azevedo Duarte Guimarães Universidade Tuiuti do Paraná
Palavras-chave: Videoclipe, Cinema, Narrativa onírica

Resumo

O artigo analisa o videoclipe Hyperballad, roteirizado e apresentado por Björk, com a direção de Michel Gondry, com ênfase nas interlocuções tecnoestéticas entre produtos audiovisuais e o cinema. O texto também indaga em que medida a obra anuncia características do cinéma du look – uma tendência do cinema francês, na qual o diretor se insere. A noção sobre imagem-tempo de Deleuze, na instância sígnica da imagem-sonho, é a principal base teórica; e, desse modo, o diálogo com Peirce é fundamental para entender os onirossignos deleuzianos no videoclipe. Finalmente, a fenomenologia dos sonhos de Bachelard é utilizada, para interpretar as modulações espaço-temporais da narrativa onírica na tela.

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Biografia do Autor

Denise Azevedo Duarte Guimarães, Universidade Tuiuti do Paraná

Doutora em Estudos Literários pela UFPR, docente do Mestrado e Doutorado em Comunicação e Linguagens/UTP. Coordenadora da Linha de Estudos de Cinema e Audiovisual do PPGCOM/UTP.

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Publicado
2015-02-04
Como Citar
Guimarães, D. A. D. (2015). Onirossignos deleuzianos no videoclipe Hyperballad: interfaces cinematográficas. Revista FAMECOS, 21(3), 1192-1218. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2014.3.16899
Seção
Cinema