Capas de disco da gravadora Continental nos anos 1970: música popular e experimentalismo visual

  • Herom Vargas Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS-SP)
Palavras-chave: Cultura, MPB, Gravadora Continental

Resumo

Neste artigo, proponho discutir as inovações de algumas capas de discos de um conjunto de artistas experimentais da MPB nos anos 1970, lançados pela gravadora Continental, sediada em São Paulo. Esses álbuns, cujo design tentou traduzir para o campo visual os projetos estéticos de compositores e músicos, foram inspirados na contracultura, na tentativa de criar novas formas de expressão durante a ditadura militar. Discos de quatro artistas serão analisados: Walter Franco, Tom Zé, Secos & Molhados e Novos Baianos. A capa de disco será pensada não apenas como embalagem comercial, mas como elemento de mediação estética, de gosto e de consumo, dentro do campo midiático da canção.

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Biografia do Autor

Herom Vargas, Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS-SP)
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Municipal de S. Caetano do Sul (USCS-SP).

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Publicado
2013-09-16
Como Citar
Vargas, H. (2013). Capas de disco da gravadora Continental nos anos 1970: música popular e experimentalismo visual. Revista FAMECOS, 20(2), 403-429. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2013.2.14287
Seção
Imagens