A escrita autobiográfica: letra e memória feminina em Florbela Espanca

  • Michelle Vasconcelos Oliveira do Nascimento Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Palavras-chave: Escrita autobiográfica, Memória, Representações femininas, Florbela Espanca

Resumo

 

Antes de a mulher ter acesso à escrita, e à escrita do "eu", só se conhecia o sujeito feminino pela voz masculina, ou seja, pelo seu imaginário e estereótipos. O rompimento do silêncio das mulheres permitiu que o mundo delas fosse desvelado, que elas buscassem construir a(s) sua(s) identidade(s), antes forjadas por um modelo ocidental patriarcalista e, muitas vezes, misógino. Como os diários e cartas, enquanto escritas íntimas, são peças que remontam ao momento da escritura, contendo não apenas datações e os vestígios do cotidiano do sujeito escritor, mas do contexto em que viveu, o presente texto objetiva analisar de que forma Florbela Espanca (1894-1930), a partir da construção de autorrepresentações e identidades femininas variadas e de questionamentos e reflexões autoanalíticas, evidencia os conflitos do universo íntimo e social feminino da sua época, em seu diário e epistolografia do último ano.

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Como Citar
do Nascimento, M. V. O. (2013). A escrita autobiográfica: letra e memória feminina em Florbela Espanca. Letras De Hoje, 48(4), 493-500. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/view/15443
Seção
Autobiografia e fronteiras de leitura