A crítica hermenêutica de Corpo de baile

  • Sílvio Augusto de Oliveira Holanda UFPA
Palavras-chave: Guimarães Rosa, Corpo de baile, Hermenêutica

Resumo

Este artigo visa a discutir a recepção crítica de Corpo de baile, de Guimarães Rosa, à luz do conceito de experiência estética formulado por Jauss (1979). Com base na hermenêutica literária proposta pelo pensador alemão, pode-se interpretar Corpo de baile como exaltação à literatura e ao corpo da linguagem. É possível pensar o ciclo narrativo como ciclo poético, elaboração formal e crítica fundidos em único objeto estético, e, ao mesmo tempo, refletir sobre a dimensão estética do homem. Buscar a hermenêutica para compreender a obra literária conduz-nos a perceber distinções fundamentais, tais como entre livro e mundo, objeto interpretado e sujeito interpretante. Assim, para uma compreensão de Corpo de baile, é preciso minimizar as manifestações implícitas de Guimarães Rosa, a fim de superar uma estética centrada no autor. Pensando a experiência estética em Corpo de baile – projeto literário múltiplo, cuja configuração temática e formal ainda se discute – com fundamentação na tríade aishesis, poesis e katharsis, não se visa somente examinar a recepção crítica de Guimarães Rosa, mas, sobretudo, compreender como, no interior mesmo da obra, se coloca a questão da dimensão estética.

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Como Citar
Holanda, S. A. de O. (2012). A crítica hermenêutica de Corpo de baile. Letras De Hoje, 47(2), 174-185. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/view/11314
Seção
Guimarães Rosa e a Crítica Literária