A máquina da cultura: pedagogia e política entre Wilhelm von Humboldt e Nietzsche

  • Fabiano de Lemos Britto PUCRJ
Palavras-chave: Pedagogia alemã, filosofia alemã, Wilhelm von Humboldt, Nietzsche

Resumo

A relação entre as demandas da cultura e a interferência política do Estado na esfera da educação foi um dos temas mais importantes do debate intelectual na Alemanha desde o final do século XVIII até a unificação de 1871. A curva descrita por esse período, que tem Wilhelm von Humboldt e Nietzsche como seus dois extremos, constitui, em última análise, a própria trajetória do liberalismo no sistema de ensino alemão do século XIX. Ao reconstruirmos os elementos conceituais envolvidos nesse debate podemos não apenas resgatar as questões que permitiram ao modelo germânico alcançar o sucesso obtido na Europa de então como modelo pedagógico, mas, ao mesmo tempo, compreender como as filosofias de Humboldt e Nietzsche se caracterizaram, em certo momento, como um esforço de participar desta discussão.

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Biografia do Autor

Fabiano de Lemos Britto, PUCRJ
Possui doutorado (2009), mestrado (2004) e graduação (2002) em FILOSOFIA pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, além de doutorado sanduíche na Universidade de Stanford, Califórnia, sob a co-orientação do professor Hans Ulrich Gumbrecht. Atualmente desenvolve pesquisa sobre a história institucional e conceitual do neo-humanismo em seu pós-doutorado sob orientação da professora Ana Waleska na PUC-Rio, onde também é professor. Temas em que desenvolve suas pesquisas em filosofia: Filosofia francesa contemporânea, educação, literatura e filosofia, Idealismo alemão, Nietzsche, pedagogia e filosofia da cultura.
Como Citar
Britto, F. de L. (2011). A máquina da cultura: pedagogia e política entre Wilhelm von Humboldt e Nietzsche. Educação, 34(3). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/9275
Seção
Dossiê - Arte, cultura, educação: mutações