O sentido da Educação Comparada: Uma compreensão sobre a construção de uma identidade

  • António Gomes Ferreira

Resumo

Enunciada nos princípios de Oitocentos por Marc-Antoine Jullien, a Educação Comparada só começou a ganhar dignidade académica no século XX. A expansão da Educação Comparada não ocorre sob o signo da uniformidade das abordagens. Mas se alguns têm visto nesta situação uma dificuldade de afirmação científica, preferimos compreendê-la como a resposta possível ao momento histórico que descobriu a incapacidade da ciência da explicação única em explicar a complexidade do mundo. Tendemos a considerar que uma abordagem sociodinâmica da Educação Comparada pode consumar uma síntese de contributos anteriores e dar sentido aos processos educacionais, elucidando, nomeadamente, sobre as relações espaciais, as interdependências com outros sectores da sociedade, a situação e as implicações da evolução histórica, as possibilidades e exigências tecnológicas, a dimensão da consciência e da mobilização ideológica, cruzando dados e metodologias no propósito de, por exemplo, localizar aspectos condicionantes ou determinantes, centros e periferias, fluxos de relações ou conflitos, homogeneidades ou heterogeneidades, permanências ou mudanças, protagonismos ou resistências na tentativa de saber as razões explícitas e as implícitas das políticas, a consistência das vontades, o alcance do realizado e o significado do não cumprido. Descritores – Educação comparada; identidade; conceito.

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Como Citar
Ferreira, A. G. (2008). O sentido da Educação Comparada: Uma compreensão sobre a construção de uma identidade. Educação, 31(2). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/2764
Seção
Artigos