Globalização, aprendizagem e trabalho docente: análise das culturas de performatividade

  • José A. Pacheco Instituto de Educação da Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga.
  • Tania Pestana Centro de Competência de Ciências Sociais, Universidade da Madeira.
Palavras-chave: Globalização. Aprendizagem. Trabalho docente. Testes.

Resumo

Nos modelos de regulação transnacional e supranacional, as políticas de partilha de conhecimento definem não só processos de regulação cognitiva, em que a mudança se impõe pela via conceitual, mas também práticas de avaliação centradas nos testes, no quadro de uma avaliação externa das instituições, dos professores e dos alunos. Aceitando-se como válida a asserção de que as escolas, em geral, e a educação básica, em particular, são confrontadas com um modelo pós-burocrático de gestão, indutor de estandardização de resultados, o artigo contém uma análise, por um lado, de que modo as políticas educativas, moldadas pela globalização, reforçam uma abordagem centrada nos testes, e por outro, em que sentido essa mesma abordagem introduz alterações significativas na aprendizagem discente e no trabalho docente. Finalmente, conclui-se que a globalização interessa as políticas de educação na forma de políticas viajantes, definindo processos e práticas de avaliação que conduzem à performatividade das aprendizagens e à desqualificação docente.

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Publicado
2014-03-19
Como Citar
Pacheco, J. A., & Pestana, T. (2014). Globalização, aprendizagem e trabalho docente: análise das culturas de performatividade. Educação, 37(1), 24-32. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2014.1.15013
Seção
Dossiê - Docência, processos culturais e formação humana