Testimonios de personas sin hogar
¿cuáles son sus historias de resistencia?
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-4301.2024.1.46206Palabras clave:
Testimonio, Resistencia, Personas sin hogar, Prejuicios, IntoleranciaResumen
En este artículo, pretendemos presentar análisis lingüístico-discursivos de testimonios recogidos de personas sin hogar en la ciudad de París, desarrollados en el marco de un proyecto postdoctoral más amplio sobre el género del testimonio como discurso de resistencia en Brasil y Francia. Para ello, nos basamos en los conocimientos del marco teórico del análisis del discurso francés (2014; Maingueneau, 2005, 2006, 2008, 2015) circunnavegado por las ideas desarrolladas por la semiótica greimasiana (Barros, 2008; Fiorin, 2008, 2009; Greimas; Courtés, 2006), y estudios sobre cuestiones relacionadas con los prejuicios y la intolerancia en/por el lenguaje (Barros, 2011; Tocaia, 2018, 2023). Metodológicamente, en un enfoque cualitativo-interpretativo, a través de los cuatro planos propuestos por la “semántica global” asociados a cuestiones de “sintaxis y semántica discursivas”, consideramos los testimonios como discursos y buscamos examinar cómo se producen las proyecciones de la enunciación en el enunciado, definir el marco de valores ideológicos en el que se insertan estos discursos, comprobar cómo se reproducen en los testimonios determinados imaginarios sociales para, a partir de ello, deducir el actor de la enunciación (un ethos) de un grupo minorizado considerado sin voz. Los resultados permiten ver en los textos analizados los problemas y dificultades de personas que, en situación de vulnerabilidad, intentan resistir a innumerables desigualdades sociales.
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