A idolatria em Vilém Flusser

Conexão entre o aparelho, programa e imagens técnicas

Palavras-chave: Idolatria, Aparelho, Programas, Imagens técnicas, Comunicação

Resumo

A pesquisa demonstra que a nova magia na contemporaneidade se dá por meio da ritualização de programas, que são estruturados com a clara intenção de programar o comportamento idolátrico da sociedade. A partir da teorização de Vilém Flusser examina-se o processo idolátrico das imagens que transforma as pessoas em sombras das imagens, presas ao desejo da imortalidade. O problema reside em saber como o ser humano se ocupará de símbolos, códigos, sistemas e como será sua vida nesse ambiente imaterial. Até que nível a sociedade atual está programada? Os aparelhos vão resolver os problemas, ou seja, eles funcionarão em função da sociedade? Em primeiro lugar, explicita-se a lógica do funcionamento dos aparelhos. Depois, como a ciência se automatizou e transformou o programador em programado: de sujeito a objeto do processo ao transferir ao programa do aparelho todo o seu poder, tornando a sociedade em massa programada, que funciona em função dos aparelhos. O processo de idolatrização está em curso, entretanto o que se percebe é que a humanidade caminha para um totalitarismo programador.

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Biografia do Autor

Jair Inácio Tauchen, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Doutor e pós-doutorando (PNPD/CAPES) em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, RS, Brasil.

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Publicado
2022-04-06
Como Citar
Tauchen, J. I. (2022). A idolatria em Vilém Flusser: Conexão entre o aparelho, programa e imagens técnicas. Veritas (Porto Alegre), 67(1), e41863. https://doi.org/10.15448/1984-6746.2022.1.41863