Embates e negociações: produção e consumo cultural na cena mangue

  • Marildo J. Nercolini Universidade Federal Fluminense
  • Amílcar A. Bezerra UFPE
Palavras-chave: Cooperativa Cultural Mangue, Produção e Consumo Cultural, Identidade

Resumo

Neste artigo, questionamos alguns lugares-comuns sobre a Cooperativa Cultural Mangue, surgida no Recife dos anos 1990. Enfatizamos a irredutibilidade do conceito “mangue” a uma fórmula estética específica; o enraizamento da cooperativa em práticas underground já existentes na cena cultural recifense dos anos 80; as interconexões com o Movimento Armorial; e as dissonâncias entre as estratégias de legitimação de alguns agentes do mangue no campo cultural e as práticas de produção e consumo cultural no contexto local.

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Biografia do Autor

Marildo J. Nercolini, Universidade Federal Fluminense
Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do Departamento de Estudos Culturais e Mídia, da UFF. Mestre em Sociologia pela UFRGS, com a dissertação “Artista-Intelectual: A Voz Possível em uma Sociedade que foi Calada - um estudo sociológico sobre a obra de Chico Buarque e Caetano Veloso no Brasil dos Anos 60”. Doutor em Ciência da Literatura, na área de Literatura Comparada, pela UFRJ, defendendo a tese: “A Construção Cultural pelas Metáforas: A MPB e o Rock Nacional Argentino repensam as fronteiras globalizadas.” No momento, venho desenvolvendo projeto de pesquisa em torno da crítica cultural, sobretudo da critica musical massiva. “CRÍTICA CULTURAL E NOVAS ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO E AÇÃO: UM ESTUDO DA CRÍTICA MUSICAL MASSIVA”. Linha de Pesquisa: Comunicação e Mediação.
Amílcar A. Bezerra, UFPE
Professor Assistente do Núcleo de Design do Centro Acadêmico do Agreste (CAA) – UFPE - Doutorando do PPGCOM-UFF.

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Publicado
2013-05-23
Como Citar
Nercolini, M. J., & Bezerra, A. A. (2013). Embates e negociações: produção e consumo cultural na cena mangue. Revista FAMECOS, 20(1), 147-162. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2013.1.12299
Seção
Representações