A violência do heterossexismo racializado em James Baldwin e Maya Angelou

Palavras-chave: Literatura americana, James Baldwin, Maya Angelou

Resumo

A partir de dois personagens da literatura estadunidense serão discutidos temas como a solidão e violência de base heterossexista. Será possível visualizarmos a força da literatura de James Baldwin (2018) e Maya Angelou (2020) ao estabelecermos possíveis pontes analíticas com teóricas feministas negras como Patricia Hill Collins (2019) e bell hooks (2019, 2020). Em tempos de “Vidas negras importam”, os escritores em destaque têm um lugar garantido na luta incessante contra todos os tipos de opressão e através de personagens como Rufus Scott e Coleridge Jackson, James Baldwin e Maya Angelou (respectivamente) chamam a atenção para as encruzilhadas de opressões que podem se estabelecer nas relações interpessoais de pessoas negras.

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Biografia do Autor

Lunara Carolline Nascimento Gomes, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, PE, Brasil.

Mestre em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, PE, Brasil; graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, PE, Brasil. Doutoranda em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, PE, Brasil.

Referências

ANGELOU, Maya. Poesia completa. Tradução de Lubi Prates. Bauru, SP: Astral Cultural, 2020.

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Publicado
2022-05-31
Como Citar
Gomes, L. C. N. (2022). A violência do heterossexismo racializado em James Baldwin e Maya Angelou. Letrônica, 15(1), e40762. https://doi.org/10.15448/1984-4301.2022.1.40762
Seção
James Baldwin, na era de vidas pretas importam