Ensinar (História) no século XXI

Novas competências com conteúdos idênticos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-864X.2022.1.42928

Palavras-chave:

Competências, Pensamento histórico, Currículo, Portugal

Resumo

O pensamento contemporâneo sobre Educação tem de ir além do já conhecido e alimentar-se de uma visão utópica. Independentemente dos conteúdos, é sobretudo na prática pedagógica que teremos de mudar: ouvindo mais e falando menos; acolhendo perspetivas novas e leituras diferentes de autores conhecidos; preparando os nossos interlocutores (alunos) para encararem com otimismo o imprevisto e a incerteza. Nos ensinos básico e secundário, esta circunstância assume contornos de um pensamento histórico e de uma consciência histórica progressivamente mais sofisticados e, por isso, coincidentes com uma leitura do mundo desejavelmente mais complexa e humanista. No ensino superior, a perceção da relevância dessa postura de mudança faz-se junto dos futuros docentes. Com base nestas potencialidades e desafios, pretendemos discutir caminhos possíveis para, hoje, se equacionar um ensino da História que nos permita desenhar novos futuros ou outras competências. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Isabel Moreira, Colégio Externato Imaculada Conceição (CEIC), Maia, Portugal.

Doutora em Educação pela Universidade de Santiago de Compostela (USC), Espanha. Professora do Colégio Externato Imaculada Conceição (CEIC), na Maia, Portugal. 

Luís Alberto Alves, Universidade do Porto (FLUP), Porto, Portugal.

Doutor em História pela Universidade do Porto, no Porto, Portugal. Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), no Porto, Portugal.

Pedro Duarte, Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESE), Porto, Portugal.

Doutor em Educação pela Universidade de Santiago de Compostela (USC), Espanha. Professor da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESE), no Porto, Portugal. 

Referências

ALBERONI, Francesco. Génese. Lisboa: Bertrand Editora, 1990.

ALVES, Luís Alberto. Epistemologia e Ensino da História. História Hoje. São Paulo, v. 5, n. 9, p. 9-30, 2016.

ARENDT, Hannah. Pensar sem corrimão. Lisboa: Relógio d’Água, 2019.

BARCA, Isabel. Aula-Oficina: do Projeto à Avaliação. In: BARCA, I. (coord.). Para uma educação histórica de qualidade: Atas das Quartas Jornadas de Educação Histórica. Braga: Universidade do Minho, 2004. p. 131-144.

BARCA, Isabel. Narrativas históricas de los jóvenes: una cara de su orientación temporal. Historia y Espacio. Cali, v. 15, p. 309-332, 2019.

BARCA, Isabel. Educação Histórica: desafios epistemológicos para o ensino e a aprendizagem da História. In: ALVES, L. A.; GAGO, M. (coord.). Diálogo(s), Epistemologia(s) e Educação Histórica: um primeiro olhar. Porto: CITCEM, 2021. p. 59-70.

BARTON, Keith; LEVSTIK, Linda. Teaching History for the common good. NJ: Lawrence Erlbaum Associates, 2004.

CHAPMAN, Arthur. Historical Interpretations. In: DAVIES, I. Debates in History Teaching. London: Routledge, 2016. p. 100-112.

CONSELHO DA EUROPA. Ensino de qualidade na disciplina de História no século XXI. Estrasburgo: Conselho da Europa, 2018.

DUARTE, Pedro; MOREIRA, Ana Isabel. Planificar (n)o ensino à distância: opções pedagógico-curriculares para o 1.º Ciclo. Revista Iberoamericana de Educación. Madrid, v. 85, n. 1, p. 205-225, 2021. http://doi.org/10.35362/rie8514057.

DUBET, François; DURU-BELLAT, Marie. L’école peut-elle sauver la démocratie? Paris: Éditions du Seuil, 2020.

FURTER, Pierre. Educação e reflexão. Petrópolis: Editora Vozes, 1970.

GAGO, Marília. Pensamento histórico de crianças, jovens e professores: um olhar interperspetivado acerca da explicação-narrativa histórica. In: ALVES, L. A.; GAGO, M. (coord.). Vinte Anos das Jornadas Internacionais de Educação Histórica. Porto: CITCEM, 2021. p. 181-198.

GIMENO SACRISTÁN, José. Educar y convivir en la cultura global: las exigencias de la ciudadanía. Madrid: Morata, 2011.

GIMENO SACRISTÁN, José. El significado del currículum en la enseñanza obligatoria. In: GIMENO SACRISTÁN, J. (coord.). Ensayos sobre el currículum: Teoría y práctica. Madrid: Morata, 2015. p. 63-140.

JERÓNIMO, Miguel Bandeira; MONTEIRO, José Pedro. História(s) do Presente: os Mundos que o Passado deixou. Lisboa: Tinta-da-China, 2020.

KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto, 2006.

KOSELLECK, Reinhart. Historias de conceptos: estudios sobre semántica y pragmática del lenguaje político y social. Madrid: Editorial Trotta, 2012.

KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 2005.

LEGARDEZ, Alain; SIMONNEAUX, Laurence. L’école à l’épreuve de l’actualité: enseigner les questions vives. France: Issy-les-Moulineaux, 2006.

MARTÍNEZ, Pedro Martínez; CARRASCO, Cosme Jesús. El pensamiento histórico del alumnado y su relación con las competencias. In: IBAGÓN, Nilson; VEGA, Rafael; DELGADO, Adriana; GIL, Robin (ed.). Educación histórica para el siglo XXI: principios epistemológicos y metodológicos. Cali: Universidad Icesi; Universidad del Valle, 2021. p. 83-114.

MATTOSO, José. Função Social da História no mundo de hoje. Lisboa: Associação de Professores de História, 2006.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Aprendizagens Essenciais: História, Cultura e Democracia. Lisboa: Direção-Geral da Educação, 2018.

MORIN, Edgar. Elogio da metamorfose. [S. l.], 2010. Disponível em: http://decliniodaescola.blogspot.com/2010/01/metamorfose-em-vez-de-revolucao-edgar.html. Acesso em: abr. 2020.

MORIN, Edgar. Ensinar a Viver: Manifesto para mudar a Educação. Porto Alegre: Editora Sulina, 2015.

NUSSBAUM, Martha. Not for profit: why democracy needs the humanities. Princeton: Princeton University Press, 2012.

Ó, Jorge Ramos do. Fazer a Mão: por uma escrita inventiva na universidade. Famalicão: Edições do Saguão, 2019.

REBOUL, Olivier. A filosofia da Educação. Lisboa: Almedina, 2017.

RÜSEN, Jörn. Os Princípios da Aprendizagem: a Filosofia da História na Didática da História. In: ALVES, L. A.;

GAGO, M. (coord.). Diálogo(s), Epistemologia(s) e Educação Histórica: um primeiro olhar. Porto: CITCEM, 2021. p. 11-20.

SANTOMÉ, Jurjo Torres. Políticas educativas y construcción de personalidades neoliberales y neocolonialistas. Madrid: Morata, 2017.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora. Percursos dialógicos com Isabel Barca: a crise da transposição didática e a construção da aula histórica. In: ALVES, L.A.; GAGO, M. (coord.). Vinte Anos das Jornadas Internacionais de Educação Histórica. Porto: CITCEM, 2021. p. 17-32.

SEIXAS, Peter; MORTON, Tom. The Big Six Historical Thinking Concepts. Toronto: Nelson, 2013.

SIMÃO, José Veiga; SANTOS, Sérgio Machado; COSTA, António Almeida. Ambição para a excelência: a oportunidade de Bolonha. Lisboa: Gradiva, 2005.

STEINBERG, Shirley R. Curriculum? Tentative, at Best. Canon? Ain’t no such thing. In: PARASKEVA, J. M.; STEINBERG, S. R. (coord.). Curriculum: decanonizing the field. New York: Peter Lang, 2016. p. 719-721.

THOMAS, Gary. Education: a Very Short Introduction. Oxford: Oxford Press, 2013.

UNESCO. Education in a post-COVID world: Nine ideas for public action. Paris: Unesco: International Commission on the Futures of Education, 2020.

WINEBURG, Sam. Historical thinking and other unnatural acts. Philadelphia: Temple University Press, 2001.

YOUNG, Michael F. Conhecimento e Currículo. Porto: Porto Editora, 2010.

Downloads

Publicado

2022-10-24

Como Citar

Moreira, A. I., Alves, L. A., & Duarte, P. (2022). Ensinar (História) no século XXI: Novas competências com conteúdos idênticos. Estudos Ibero-Americanos, 48(1), e42928. https://doi.org/10.15448/1980-864X.2022.1.42928