Desenhos Animados e Representação Feminina: uma trajetória em produções brasileiras

  • Laryssa Moreira Prado Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Potiguara Mendes da Silveira Jr. Faculdade de Comunicação e Programa de Pós-Graduação em Comunicação - Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: Personagens femininas, animação brasileira, representação feminina

Resumo

Em 2017, comemora-se o centenário da exibição da primeira animação brasileira. O artigo analisa o momento em que a representação feminina tem início nestas animações e seus desdobramentos até hoje. Após uma revisão de literatura, observa-se que, em geral, as personagens nacionais têm se distanciado dos estereótipos de gênero, sendo “Mônica” uma de suas mais conhecidas. Este fato acompanha a mudança do cenário da representação do feminino na animação mundial.

Biografia do Autor

Laryssa Moreira Prado, Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora
Mestranda em Comunicação Social pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCOM/UFJF), com financiamento da CAPES. Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela mesma instituição (2015). Em 2014, participou do "Programa de Intercâmbio Internacional de Graduação da UFJF", e cursou um semestre de Ciência da Comunicação na Universidade da Beira Interior (UBI), em Portugal. Foi integrante do grupo de pesquisa Laboratório de Jornalismo e Narrativas Audiovisuais (CNPq), orientado pela professora e jornalista Iluska Coutinho (UFJF). Suas pesquisas giram em torno das séries de animações brasileiras, questões de gênero e sexismo.
Potiguara Mendes da Silveira Jr., Faculdade de Comunicação e Programa de Pós-Graduação em Comunicação - Universidade Federal de Juiz de Fora
Professor Titular da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora / UFJF. Pós-doutorado pela Universidade Nova de Lisboa (Centro de Estudos de Comunicação e Linguagem / UNL) (2006); doutorado (1992) e mestrado (1983) em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO / UFRJ); graduação em comunicação pela Universidade Estácio de Sá (1976). Formação em psicanálise (Colégio Freudiano / NovaMente / RJ) (1975-). Estudo e ensino sobre: teoria da comunicação, cultura, estética, tecnologia e psicanálise. Atualmente, pesquisa sobre "Comunicação, Estética e Psicanálise;. Co-editor de Lumina: Revista do PPGCOM/UFJF; e de Questões Transversais: Revista de Epistemologia da Comunicação. Integrou o projeto & Crítica Epistemológica: análise de investigações em curso, com base em critérios epistemológicos, para desenvolvimentos reflexivos e praxiológicos na pesquisa em Comunicação? (CAPES / PROCAD / 2008-2012: Unisinos, UFJF e UFG). Participa de dois grupos de pesquisa (CNPq): co-líder do ETC - Estudos Transitivos do Contemporâneo; e membro do Redes sociais, ambientes imersivos e linguagem.

Referências

ATHAYDE, Marco A. S. de. Cinema de Animação no Brasil: história e indústria moderna. 2013. 73 f. Monografia (Curso de Comunicação Social-Audiovisual) – Faculdade de Comunicação Social, Universidade de Brasília, Brasília – DF, 2013.

BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

CASTRO, Lidiane N. de. Feminismo e conto de fadas: uma análise do filme Frozen. Revista Philologus, Rio de Janeiro, Ano 22, n.64 Supl.: Anais do VIII SINEFIL. CiFEFiL, jan./abr.2016.

DESENHANDO o Brasil: Uma história Animada. Direção: André Costa Mendes. São Paulo, SP: Trabalho de conclusão de curso da Universidade Metodista de São Paulo, 2013. (27 min), son., color, e p&b, som original. Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=q1W7IZ6ACoA. Acesso em 01 de abril de 2017.

FERNANDES, Luiza H. P. Princesas em evolução: a construção da identidade feminina nos contos de fadas do cinema de animação contemporâneo. 2015. 149 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Faculdade de Letras e Artes, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Pau dos Ferros - RN, 2015.

GOMES, Andréia P. História da animação brasileira. Universidade do Estado do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: http://www.cenacine.com.br/wp-content/uploads/historia-da-animacao-brasileira1.pdf. Acesso em 17 de março de 2017.

LIPOVETSKY, Gilles. A terceira mulher. Permanência e revolução do feminino. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

LOPES, Karina E. L. dos S. Análise da evolução do Estereótipo das princesas da Disney. 2015. 52 f. Monografia (Curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda) – Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas, Centro Universitário de Brasília, Brasília – DF, 2015.

MORENO, Antônio. A Experiência Brasileira no Cinema de Animação. Rio de Janeiro: Editora Artenova, 1978.

SILVA, Rosemeire F. da. De um pioneiro a outro, um salto da tecnologia no cinema de animação brasileiro. São Paulo, 1999. Dissertação (mestrado em Ciência da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo.

SOLOMON, Charles (org.). The Art of the Animated Image: an Anthology. Los Angeles: The American Film Institute, 1987.

Publicado
2017-10-17
Seção
Artigos