Kant e o problema da guerra

Implicações para as Operações de Paz da ONU

Palavras-chave: Kant, Filosofia Moral, Guerra, Paz

Resumo

Este artigo procura, sob o olhar das Relações Internacionais, abordar a perspectiva kantiana sobre o problema da guerra. Tendo como base a sua filosofia moral e a obra À Paz Perpétua, verifica em que hipóteses a guerra seria aceitável, e que consequências pode haver para o indivíduo e a sociedade. Além disso, considerando o arquétipo da ética deontológica de Kant, o artigo verifica como o dever individual pode, sopesando os imperativos categóricos, se tornar uma obrigação coletiva. Por fim, verifica se há, na realidade do mundo atual, a possiblidade de aplicação dos preceitos kantianos, relacionando-as com as operações de paz da ONU e as possibilidades de responsabilização moral, na construção da paz mundial.

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Biografia do Autor

Saulo Freire Landgraf, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brasil.

MBA em Relações Internacionais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, RJ, Brasil; mestrando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, RS, Brasil. Major de Cavalaria, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, RJ.

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Publicado
2021-08-06
Como Citar
Landgraf, S. F. (2021). Kant e o problema da guerra: Implicações para as Operações de Paz da ONU. Conversas & Controvérsias, 8(1), e40105. https://doi.org/10.15448/2178-5694.2021.1.40105
Seção
Dossiê - Filosofia Política e Relações Internacionais