Guerra Racial e Nação na Gran Colômbia caribenha, Cartagena, 1810-1832

Autores

  • Marixa Lasso PUCRS

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-864X.2010.2.8761

Palavras-chave:

Nacionalismo, Relações étnicas, Guerras de independência – 1810-1824, Cartagena-Colômbia

Resumo

Enquanto que a maioria dos historiadores remete a origem das atuais relações raciais à escravidão colonial, Marixa Lasso argumenta que foi durante a Era das Revoluções das lutas anticoloniais americanas que nações com histórias semelhantes de colonialismo, escravidão e racismo desenvolveram distintos imaginários raciais modernos. Em particular, examina-se a origem da ideologia nacionalista de igualdade e harmonia racial (o mito da democracia racial, conforme a denominação do século XIX), durante as guerras de independência hispano-americanas. Sua análise enfoca a Gran Colombia, uma das regiões-chave na luta pela independência hispano-americana, onde a guerra transformou o imaginário racial de duas maneiras. A guerra propiciou a idéia de igualdade racial unindo a força emocional do patriotismo, transformando-a numa ideologia nacionalista que transcendia diferenças partidárias e regionais. Ao mesmo tempo, o fantasma de outro tipo de guerra, a “guerra de raças”, criou diferenças fundamentais entre o que se constituía como um discurso racial legítimo e um discurso racial ilegítimo. O medo da guerra de raças restringiu as ações políticas dos afro-descendentes e limitou suas oportunidades para denunciar a permanência de persistentes preconceitos e padrões de discriminações informais.

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Biografia do Autor

Marixa Lasso, PUCRS

Associate Professor of Latin American History, Departament of History, Case Western eserve University.

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Como Citar

Lasso, M. (2010). Guerra Racial e Nação na Gran Colômbia caribenha, Cartagena, 1810-1832. Estudos Ibero-Americanos, 36(2). https://doi.org/10.15448/1980-864X.2010.2.8761