Indigenismo, trabajo y siIndigenismo, trabajo y sistema mundial
Poder tutelar y pueblos indígenas en el capitalismo neoextractivista
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-864X.2024.1.45593Palabras clave:
Division étnico-racial del trabajo, Poderes estatales, Relaciones interétnicas, Esclavitud contemporânea, Conflitos territoriales y questión agráriaResumen
El objetivo de este artículo es examinar una dimensión que ha sido puesta em condicion secundaria en el estudio de las relaciones interétnicas: el proceso de proletarización indígena (la importancia estratégica del trabajo asalariado y la inserción de los grupos étnicos en la división internacional del trabajo). La etnicidad no puede ser pensada sólo desde la perspectiva de tierra/territorio y cosmología/cultura, sino que requiere una comprensión de la perspectiva de las relaciones de trabajo y producción, ya que la fuerza laboral indígena es esencial para la constitución de cadenas comerciales globales y acuerdos productivos regionales, y por otro lado, son centros de estructuración de la organización social y cultural de diferentes grupos étnicos. La tesis o argumento presentado en el texto es que existe una restricción constante del sistema mundial (bajo la dinámica del neoextractivismo), lo que produce una doble tendencia hacia la intensificación de la explotación de la mano de obra indígena (en forma flujos de trabajo y reservas de mano de obra), y otro de desterritorialización y concentración de la tierra, ambos estructuralmente relacionados. El foco principal de nuestro estudio será analizar el papel histórico del Estado, a través del indigenismo, en la estructuración y gestión de los flujos de trabajo indígena. Para ello, analizaremos la transformación del campo indigenista en función de la dinámica del sistema mundial (convenciones internacionales, el surgimiento de temas como el trabajo esclavo y las cuestiones ambientales contemporáneas, la entrada de nuevos actores estatales activos en la gestión de los pueblos indígenas) que produjo un nuevo tipo de poder tutelar y actualizó lo que llamamos paradoja de la tutela. De esta manera, contribuimos al estudio de las relaciones interétnicas y las formas en que los pueblos indígenas y las economías domésticas se integran a las estructuras sociales de la economía capitalista, así como a un examen crítico de los discursos y prácticas del poder estatal (y de diferentes formas de capital).
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