Manoel de Barros and the poetic interview

Authors

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-7726.2025.1.48076

Keywords:

Manoel de Barros, Interview, Poetry, Literature, Journalism

Abstract

This article investigates the interviews given by the poet Manoel de Barros (1916-2014) to newspapers and magazines, especially those given in writing, in order to discuss whether the author created his own style: the poetic interview (Pucheu, 2015). The poet preferred to give interviews in writing as a bet on their aesthetic value, understanding that they could be included in his complete works. We collected a total of 114 interviews, of which 44 were answered in writing. Using interview concepts present in the journalism, we analyze the characteristics of this bet by the poet. We conclude that, in this exercise, Manoel deconstructed classifications and found a hybrid model, inclined towards art, by combining journalistic and literary genres in poetic interviews.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Gustavo de Castro da Silva, University of Brasília (UnB), Brasília, Federal District, Brazil.

Research Productivity Fellow (PQ2-CNPq). Poet, writer, journalist, and anthropologist. Recipient of the Itaú Cultural Rumos Literature Prize (2013-14). Professor of Aesthetics at the Faculty of Communication, University of Brasília (UnB). Coordinator of the Siruiz Group – Studies in Communication and Literary Imagination [http://siruiz.com.br/]. Author of, among others, *O Enigma Orides* (Hedra, 2015). Postdoctoral studies (2019-2020) at the Institute of Studies in Literature and Tradition (IELT), Nova University of Lisbon (UNL), with a UnB/FAP-DF scholarship; Senior Internship (2015) in Iberian and Latin American Studies at the Université Sorbonne – Paris IV, with a CAPES scholarship; and Postdoctoral studies (2011) in Literary Theory at the University of Brasília (UnB).

Guilheme Mazui Roesler, University of Brasília (UnB), Brasília, Federal District, Brazil.

PhD candidate in Communication (UnB), Master's degree in Communication (UnB), journalist (Unisc) and researcher. He has worked as a political reporter since 2012.

References

ACCIOLY, Anna. A desconstrução da palavra. Cadernos do Terceiro Mundo, Rio de Janeiro, p. 17-19, jul. 1994.

ARAÚJO, Rodrigo da Costa. O voyeur das palavras: poesia & entrevista na lírica de Manoel de Barros. In: ENCONTRO NACIONAL DE PROFESSORES DE LETRAS E ARTES - ENLETRARTE, 6., 2015, Campos de Goytacazes, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: IFF, 2015. v. 6, p. 1-13. Disponível em: https://editoraessentia.iff.edu.br/index.php/enletrarte/article/view/9973 . Acesso em: 21 jan. 2025.

ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico: dilemas da subjetividade contemporânea. Trad. de Paloma Vidal. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010.

ARRIGUCCI JÚNIOR, Davi. Humildade, paixão e morte: a poesia de Manuel Bandeira. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

BARROS, Manoel de. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1996.

BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.

BARROS, Manoel de. Do Pantanal: Loisa & Coisa. Boletim do Fazendeiro, Campo Grande, 2 abr. 1981.

BARROS, Martha. É preciso injetar insanidade nos verbos. In: NOGUEIRA, Rui. O poeta-andarilho do Pantanal. Correio Braziliense, Brasília, 5 jul. 1987. Aparte, p. 6.

BIRAM, Tagore. O desconsertador de linguagens. Zero Hora, Porto Alegre, 3 set. 1994. Cultura, p. 8-9.

BORGES, João; TURIBA; Luis. Manoel de Barros. Bric-a-Brac, Brasília, p. 34-49, 1989.

BRAMBILLA, Márcia. Manoel de Barros: sou um tremendo Caramujo. A Crítica, Campo Grande, p. 10-11, 1º nov. 1986.

BRASIL, Rodrigo; AZEVEDO, Reinaldo. O traidor da natureza. Bravo!, São Paulo, p. 27-32, jun. 1998.

CANDIDO, Antônio. O estudo analítico do poema. São Paulo: Humanitas, 2006.

CASTELLO, José. Manoel de Barros busca o sentido da vida. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 3 ago. 1996. Caderno 2, D12.

CASTELLO, José. O presente de um poeta. Valor Econômico, 16 mar. 2012. Eu&Cultura, p. 26-28.

CASTELLO, José. Tudo o que não invento é falso. Valor Econômico, São Paulo, 2 maio 2003. Eu&Fim de Semana, p. 4-6.

CASTRO, Afonso de. A poética de Manoel de Barros. 1991. Dissertação (Mestrado em Literatura) – Universidade de Brasília, Brasília, 1991.

CASTRO, Gustavo de. A casa da poesia. Revista Piauí, São Paulo, 30 abr. 2021. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/casa-da-poesia/ . Acesso em: 20 jan. 2025.

CASTRO, Gustavo de; DRAVET, Florence. Comunicação e poesia: itinerários do aberto e da transparência. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2014.

CICERO, Antônio. A poesia e a crítica: ensaios. São Paulo: Cia. das Letras, 2017.

COUTO, José Geraldo. Manoel de Barros busca na ignorância a fonte da poesia. Folha de S. Paulo, São Paulo, 14 nov. 1993. mais!, p. 8-9.

DIEGUES, Douglas. Conversa com o poeta que não degenerou em adulto. Teyu’í, Ponta Porã, p. 4-7, abr. 1995.

DOUBROVSKY, Serge. O último eu. In: NORONHA, Jovita Maria Gerhein. Ensaios sobre a autoficção. Belo Horizonte: UFMG, 2014.

FAUSTINO, Mário. Poesia-experiência. São Paulo: Perspectiva, 1977.

FRANÇA, Paulo. Um poeta pantaneiro rebelde a métricas e rimas. Correio Braziliense, Brasília, 9 dez. 1990. Cadernos Dois, p. 4.

GONÇALVES FILHO, Antonio. Manoel de Barros sai do Pantanal por escrito. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 abr. 1989. Letras, G-3.

GONÇALVES, Régis. Encantador de palavras. O Tempo, Belo Horizonte, 8 nov. 1998. Magazine, p. 1, 3-6.

JANSEN, Roberta. Manoel de Barros salva palavras da mesmice. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 15 maio 1995. Caderno 2, D1.

JORGE, Thais de Mendonça. Viver o jornalismo: a entrevista no dia a dia da profissão. Brasília: Editora da UnB, 2019.

LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2005.

LIMA, Luiz Costa. A questão dos gêneros. In: LIMA, Luiz Costa (org.). Teoria da literatura em suas fontes. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. v. 1, p. 253-294.

LINHARES, Andrea Regina Fernandes. Memórias inventadas: figurações do sujeito na escrita autobiográfica de Manoel De Barros. 2006. Dissertação (Mestrado em História da Literatura) – Instituto de Letras e Artes, Fundação Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2006.

MAUAD, Isabel Cristina. Poeta busca estética do ordinário. O Globo, Rio de Janeiro, 29 dez. 1991. Segundo Caderno, p. 5.

MEDEIROS, Sérgio. Manoel de Barros: o poeta que responde com poesia. Jornal da USP, São Paulo, 27 abr. 1992.

MEDINA, Cremilda de Araújo. Entrevista: o diálogo possível. 4. ed. São Paulo: Ática, 2000.

MELO, José Marques de. Jornalismo: compreensão e reinvenção. São Paulo: Saraiva, 2009.

MORIN, Edgar. A entrevista nas Ciências Sociais, no rádio e na televisão. In: MOLES, Abraham A. et al. (org.). Linguagem da Cultura de Massa. Petrópolis: Vozes, 1973.

MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Tradução de Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio Dória. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

MORIN, Edgar. Sobre a estética. Rio de Janeiro: Pró-saber, 2017.

MÜLLER, Adalberto; BARROS, Manoel de (org.). Manoel de Barros: Encontros. v. 1. Rio de Janeiro: Azougue, 2010.

NOGUEIRA, Rui. O poeta-andarilho do Pantanal. Correio Braziliense, Brasília, 5 jul. 1987.

OLINTO, Antonio. Jornalismo e literatura. 3. ed. Porto Alegre: EM Editores, 2008.

PANIAGO, Paulo. Um retrato interior: o gênero perfil nas revistas The New Yorker e Realidade. 2008. Tese (Doutorado em Comunicação) – Faculdade de Comunicação, Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

PEN, Marcelo. Retrato do artista quando coisa. Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 nov. 2004. Ilustrada, E4.

PEREIRA, Ana Cristina. 'Gosto de usar os deslimites das palavras'. Correio da Bahia, Salvador, 11 dez. 1998. Folha da Bahia, p. 6.

PESSANHA, Luciana. 'A palavra transcende'. O Globo, Rio de Janeiro, p. 18-19, 3 jan. 2010.

PUCHEU, Alberto. Manoel de Barros: em que acreditar senão no riso? Estudos Avançados, São Paulo, v. 29, n. 85, p. 281-293, 2015.

RAMONEDA, Bianca. Manoel de Barros conversa com Bianca Ramoneda. Cadernos de Leituras Compartilhadas, Rio de Janeiro, 2001. Leia Brasil.

ROESLER, Guilherme Mazui. Manoel de Barros e o jornalismo: o poeta e a imprensa escrita. 2024. 233 f., il. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – Universidade de Brasília, Brasília, 2024. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/51192. Acesso em: 20 jan. 2025.

ROSA, Maria da Glória Sá; DUNCAN, Idara; MENEGAZZO, Maria Adélia. Memória da arte em Mato Grosso do Sul: histórias de vida. Campo Grande: UFMS, 1992.

SÁ, Sérgio de. A reinvenção do escritor: literatura e mass media. Belo Horizonte: UFMG, 2010.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2013.

SOARES, Angélica. Gêneros literários. São Paulo: Princípios, 2007.

SOUSA, Wilker. Voar fora da asa. Revista Cult, São Paulo, maio 2010.

VOGEL, Daisi. Escritores em entrevista: co-autoria e disseminação. Estudos em Jornalismo e Mídia, Florianópolis, v. II, n. 2, p. 123-131, 2º sem. 2005.

VOGEL, Daisi. Jorge Luis Borges e a reinvenção poética da entrevista. Tese (Doutorado em Literatura) – Universidade Federal Santa Catarina, Florianópolis, 2002.

Published

2025-11-04

How to Cite

Silva, G. de C. da, & Mazui Roesler, G. (2025). Manoel de Barros and the poetic interview. Letras De Hoje, 60(1), e48076. https://doi.org/10.15448/1984-7726.2025.1.48076