Los usos de los libros de texto en lengua inglés en la escuela secundaria
un estudio sobre los discursos de los profesores de escuelas públicas
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-7726.2025.1.46448Palabras clave:
libro de texto, enseñanza de ingles, escuela pública, análisis del discursoResumen
El objetivo de este artículo es discutir los usos que los profesores de inglés hacen de los libros didácticos en el contexto de la enseñanza del idioma en las escuelas secundarias públicas. Para ello, analizamos las relaciones dialógicas de las respuestas de los profesores a una entrevista semiestructurada sobre el libro didáctico que utilizan en las clases de inglés. A la luz del concepto de lengua del Círculo Bakhtin, las respuestas de los profesores a las preguntas "¿con qué frecuencia utilizas el libro de texto en tus clases?" y "¿para qué lo usas?" fueron tomados como enunciados que reflejan y refractan sus experiencias profesionales con el libro didáctico durante la práctica de la enseñanza de idiomas. De la investigación participaron tres docentes de la red estatal del municipio de OMISSÃO DE AUTORIA. La entrevista con los docentes se realizó en noviembre de 2022. El análisis de los enunciados de los docentes reveló que los docentes utilizan el libro con bastante frecuencia (“constantemente”; “siempre lo uso”) y con diferentes propósitos (enseñar gramática; ampliar conocimientos del mundo de los estudiantes), lo que apunta a una valoración positiva de la política pública que garantiza la distribución de libros en la escuela. Además, se evidenció la presencia predominante del discurso pedagógico (lo que hace el docente en el aula para enseñar el idioma), para justificar el uso frecuente del libro en las clases de inglés (traducir/no traducir; preparar hacia el Examen Nacional de Secundaria), y su relación dialógica con el discurso de una sociedad civil brasileña que, históricamente, ha denunciado las condiciones precarias de la escuelas pública (básicamente, en la escuela pública, el libro didáctico es el único material). Se concluye que, hacia más allá del campo científico, estos datos tienen potencial para ser apreciados en el contexto de la formación docente y de la producción de políticas públicas para la educación lingüística.
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