Da sociedade disciplinar à sociedade do desempenho docente
uma análise crítica na era da pandemia
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2025.1.47395Palavras-chave:
Sociedade disciplinar, Sociedade do Desempenho, Saúde emocional, Pandemia, Trabalho docenteResumo
Este artigo aborda a transição das sociedades disciplinares, conforme a análise de Michel Foucault, para a sociedade do desempenho, descrita por Byung-Chul Han, com ênfase nas implicações para o trabalho docente durante eapós a pandemia de covid-19. O estudo examina como as demandas educacionais contemporâneas intensificaram a autocobrança, a pressão por desempenho e os impactos emocionais entre os professores. A pesquisa se baseou em grupos de discussão com 40 profissionais da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, incluindo professores e gestores educacionais, reunidos virtualmente entre junho e setembro de 2021. A análise qualitativa foi conduzida por meio da Análise de Prosa de André (1983). Os resultados revelam que a pandemia catalisou dinâmicas de autoexploração e vigilância interna, características da sociedade do desempenho. Os professores enfrentaram desafios como adaptação acelerada às tecnologias, aumento da carga de trabalho e sentimento de impotência diante das desigualdades educacionais. Esses fatores resultaram em esgotamento emocional, ansiedade e desgaste psicológico. O artigo destaca a necessidade de suporte emocional e de condições mais sustentáveis no ambiente educacional para mitigar os impactos psicossociais sobre os docentes.
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