O uso da IA para pessoas com deficiência considerando aspectos da propriedade intelectual
DOI:
https://doi.org/10.15448/1981-2582.2024.1.44691Palavras-chave:
Propriedade Intelectual, Deficiência Intelectual, educação 4.0Resumo
O presente artigo discute o uso da IA no âmbito da propriedade intelectual e da Educação 4.0 aplicada a indivíduos com deficiência intelectual. Objetiva analisar as perspectivas positivas e negativas do uso dessa tecnologia por conta do aumento significativo de sua utilização nos últimos anos. Assim, o impacto das mudanças induzidas pela IA na Educação 4.0 podem ser significativas, mas ainda não são facilmente discerníveis, sendo necessário uma análise aprofundada para compreender plenamente o impacto dessas mudanças na educação impulsionada pela inteligência artificial. Esta pesquisa está pautada nas áreas teóricas da Tecnologia da Educacional e Aprendizado de Máquina (machine learning). As explorações foram identificadas com base em parâmetros bibliométricos e pesquisas em materiais já publicados (livros, artigos, teses e dissertações) nas bases de dados SciELO e Google Acadêmico para entender o caminho de desenvolvimento da IA nas duas esferas citadas. Na análise dos resultados, é apresentada uma classificação dos tutores inteligentes, qual seja, adaptação personalizada, feedback imediato, monitoramento contínuo, interatividade e engajamento, análise de dados e estatísticas, aprendizagem adaptativa, acesso 24/7, suporte multidisciplinar, inteligência artificial e machine learning e integração com plataformas educacionais, que permeiam o aprendizado de máquina educacional. Em conclusão, este trabalho visa demonstrar que o sucesso para a prática de inclusão está em reconhecer as diferenças dos alunos e considerar como um ativo positivo para promover a aprendizagem de todas as pessoas com deficiência. As diferenças entre os alunos precisam ser identificadas para proporcionar oportunidades de estudo; por isso, a IA na educação se posiciona como um recurso que promove a aprendizagem autônoma sem – ou com pouca – restrição geográfica
Downloads
Referências
Anunciação, L. M. R. L., Costa, M. P. R. da, & Denari, F. E. (2015). Educação Infantil e Práticas Pedagógicas para o Aluno com Síndrome de Down: o Enfoque no Desenvolvimento Motor. Revista Brasileira De Educação Especial, 21(2), 229-244. https://doi.org/10.1590/S1413-65382115000200005. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-65382115000200005
Barbosa, D. B. (2003). Uma Introdução à Propriedade Intelectual (2ª ed.). Rio de Janeiro: Lúmen Júris.
Carbon Technology. (2022). Sobre Nós. https://www.carbon-technology.com/
Carvalho, R. E. (2007). Educação Inclusiva: com os pingos nos “is”(5ª ed.). Porto Alegre: Mediação.
Carvalho, N. C. Z. (2018). Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência. São Paulo: Laborciência.
Cunha, E. (2015). Autismo e inclusão: psicopedagogia práticas educativas na escola e na família (6ª ed.). Rio de Janeiro: Wak.
Di Blasi, G. A. (2005). Propriedade Industrial: os sistemas de marcas, patentes e desenhos industriais analisados a partir da lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Rio de Janeiro: Forense.
Fávero, M. H., Chiesa, A. D. A. P., & Lopes, M. J. D. F. C. (2020). Vozes de estudantes e dificuldades em matemática escolar: inclusão e prática psicopedagógica prática psicopedagógica. Psicologia da Educação, (51), 63-71. DOI: https://doi.org/10.23925/2175-3520.2020i51p63-71
Freire, P. (2000). Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos (4ª ed.). São Paulo: Editora Unesp. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-32832001000100016
Fuhr, R. C. (2018). Educação 4.0 e seus impactos no Século XXI. Anais do V CONEDU ‒ Congresso Nacional de Educação, Brasil, 1-6. https://bit.ly/30GzzGC DOI: https://doi.org/10.36229/978-85-7042-165-4.CAP.07
Gomes, D. dos S. (2010). Inteligência Artificial: Conceitos e Aplicações. Revista Olhar Científico 01(2), 1-13.
Greenfield, P. M. (1988). O desenvolvimento do raciocínio na era da eletrônica e os efeitos da TV, computadores e videogames. São Paulo: Summus.
Haddud, A., & McAllen, D. (2018). Digital workplace management: exploring aspects related to culture, innovation, and leadership. 2018 Portland International Conference on Management of Engineering and Technology (PICMET), USA, 1-6. https://doi: 10.23919/PICMET.2018.8481807 DOI: https://doi.org/10.23919/PICMET.2018.8481807
Isotani, S., Pardo, T. A. S., Cozman, F. G., Osório, F. S., & Pinhanez, C. (2023). ChatGPT pode ser aliado no processo de ensino-aprendizagem [Depoimento a Elton Alisson]. Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, Universidade de São Paulo. https://agencia.fapesp.br/chatgpt-pode-ser-aliado-no-processo-de-ensino-aprendizagem-avalia-especialista/40862/
Ke, X., Liu, J. (2015). Deficiência Intelectual. In Rey J.M. (Ed.), IACAPAP E-Textbook of Child and Adolescent Mental Health, International Association for Child and Adolescent Psychiatry and Allied Professions. In Dias Silva, F, Ed. em português.
Lima, P. A. (2006). Educação Inclusiva e Igualdade Social. São Paulo: Avercamp.
Mantoan, M. T. E. (2003). Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna.
McCarthy, J. (1960). Recursive Functions of Symbolic Expressions and Their Computation by Machine, Part I. Communications of the ACM, 3(4), 184-195. DOI: https://doi.org/10.1145/367177.367199
McCulloch, W., & Pitts, W. (1943). A Logical Calculus of Ideas Immanent in Nervous Activity. Bulletin of Mathematical Biophysics, 5(4), 115-133.
Ministério da Educação do Brasil. (2022). Eixo da Informação e Comunicação. Catálogo Nacional de Cursos Técnicos e Tecnológicos. http://cnct.mec.gov.br/#eixo-tecnologico
Minsky, M., & Papert, S. (1969). Perceptrons: An Introduction to Computational Geometry. Cambridge: MIT Press.
Moran, J. M. & Massetto, M. T., Behrens M. A. (2012). Novas tecnologias e mediações pedagógicas. Campinas: Papirus.
Pimentel, L. O. (2005). Propriedade Intelectual e Universidade: Aspectos Legais (1ª ed.). Florianópolis: Ed. Boiteux - Konrad Adenauer Stiftung.
Rochester, N., McCulloch, W., & Pitts, W. (1943). A Logical Calculus of Ideas Immanent in Nervous Activity. Bulletin of Mathematical Biophysics, 5(4), 115-133. DOI: https://doi.org/10.1007/BF02478259
Rosa, J. L. G. (2011). Fundamentos da Inteligência Artificial. Rio de Janeiro: LTC.
Rother, E. T. (2007). Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta Paulista De Enfermagem, 20(2), v–vi. https://doi.org/10.1590/S0103-21002007000200001 DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-21002007000200001
Russell, B., & Whitehead, A. N. (1913). Principia Mathematica (Vols. 1-3). Cambridge: Cambridge University Press.
Russell, S. J., & Norvig, P. (2010). Artificial intelligence: A modern approach. London: Pearson.
Santos, J. P. S., França, J. V. S., Santos, L. F., & de Brito, P. H. R. (2020). Evolução da Inteligência Artificial. Anais do Congresso Nacional Universidade, EAD e Software Livre, Brasil, 2 (11).
Sassaki, R. K. (2021). Trabalhador com deficiência como empreendedor tradicional ou apoiado. Revista Liceu On-Line, 11(2), 179-213.
Shannon, C. E., & Weaver, W. (1948). A Mathematical Theory of Communication. The Bell System Technical Journal, 27(3), 379-423. https://doi.org/10.1002/j.1538-7305.1948.tb01338.x DOI: https://doi.org/10.1002/j.1538-7305.1948.tb01338.x
Turing, A. M. (2012). Computing machinery and intelligence (1950). The Essential Turing: The Ideas That Gave Birth to the Computer Age, 236, 433-464. https://doi.org/10.1093/mind/LIX.236.433 DOI: https://doi.org/10.1093/mind/LIX.236.433
Valentini, C. B., Gomes, R. B., & Bisol, C. A. (2016). Inclusão de estudantes com deficiência intelectual: uma revisão sistemática da literatura. Revista Teias, 17(46), 125–142. https://doi.org/10.12957/teias.2016.25502 DOI: https://doi.org/10.12957/teias.2016.25502
Vieira, R. S. (2011). O papel das tecnologias da informação e comunicação na educação: um estudo sobre a percepção do professor/aluno. Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), 10, 66-72. https://www.fcc.org.br/fcc/educacao-pesquisa/educacao-escolar-em-tempos-de-pandemia-informe-n-1 DOI: https://doi.org/10.17143/rbaad.v10i0.233
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Adriano Ventura Marques, Gabriel Francisco da Silva, José Osman dos Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

