Governamentalização do Estado, movimentos LGBT e escola: capturas e resistências
Palavras-chave:
Foucault, Movimentos sociais LGBT, Políticas educacionais, Teoria queer.Resumo
Com a noção de governamentalidade, Foucault refletiu sobre a constituição do Estado moder-no e suas tecnologias de condução da vida da população. Discutimos neste texto a relação entre Estado brasileiro, movimentos sociais LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e a elaboração de políticas curriculares para a inclusão social e jurídica daquela população. Nossa hipótese é que o processo de governamentalização dessa população específica, a despeito de garantir avanços antidiscriminatórios, tem como consequência colateral o aprisionamento dos próprios movimentos sociais LGBT e das políticas educacionais a eles relacionados numa lógica identitária e normalizadora, que tende a pacificar suas demandas e arrefecer sua capacidade de crítica e autocrítica. Finalmente, recorremos à noção foucaultiana de estética da existência e de atitude queer para pensar novas formas de resistência pós-identitária.Downloads
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Publicado
2013-06-27
Como Citar
César, M. R. de A., Duarte, A. de M., & Sierra, J. C. (2013). Governamentalização do Estado, movimentos LGBT e escola: capturas e resistências. Educação, 36(2), 192–200. Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/faced/article/view/12908
Edição
Seção
Dossiê - Biopolítica, governamentalidade e educação




