(In) Justicia reproductiva y control de la natalidad en la periferia
un enfoque interseccional
DOI:
https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.1.48395Palabras clave:
Justicia reproductiva, Anticonceptivo subdérmico, Interseccionalidad, Racismo, DesigualdadesResumen
El objetivo de este artículo es movilizar el concepto de justicia reproductiva para reflexionar sobre el control de la natalidad en adolescentes de un barrio periférico. El alcance de la justicia reproductiva es bastante amplio e involucra no sólo los derechos sexuales y reproductivos, sino también otros derechos sociales que afectan la salud sexual. Se adoptó como objeto de investigación el documento con la transcripción de la audiencia pública que debatió la implementación de anticonceptivos subdérmicos en adolescentes de un barrio periférico de la ciudad de Porto Alegre. Así, a través del análisis de contenido, buscamos mapear los argumentos en contra y a favor de esta medida. Se puede concluir que el racismo, la discriminación y las desigualdades legitiman un modo de acción del Estado que se acerca a la necropolítica, lo que aparece como un obstáculo para lograr la justicia reproductiva.
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