A (in)justiça reprodutiva e o controle de natalidade na periferia

um enfoque interseccional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.1.48395

Palavras-chave:

Justiça reprodutiva, Contraceptivo subdérmico, Interseccionalidade, Racismo, Desigualdades

Resumo

O objetivo deste artigo é mobilizar o conceito de justiça reprodutiva para refletir sobre o controle da natalidade em adolescentes de um bairro periférico. O escopo da justiça reprodutiva é bastante amplo, envolvendo não apenas os direitos sexuais e reprodutivos, mas também outros direitos sociais que interferem na saúde sexual. Adotou-se como objeto de investigação o documento com a transcrição da audiência pública que debateu a implantação de contraceptivos subdérmicos em adolescentes de um bairro periférico da cidade de Porto Alegre. Assim, por meio da análise de conteúdo, procurou-se mapear os argumentos contrários e favoráveis a essa medida. Pode-se concluir que o racismo, a discriminação e as desigualdades legitimam um modo de ação por parte do estado que se aproxima de uma necropolítica, o que se mostra como um empecilho para a consecução da justiça reprodutiva.

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Biografia do Autor

Luciana de Mello, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Porto Alegre, RS, Brasil

Professora associada do departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Porto Alegre, RS, Brasil. Doutora e mestre em Sociologia pela mesma instituição.

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Publicado

2026-03-09

Como Citar

Mello, L. de. (2026). A (in)justiça reprodutiva e o controle de natalidade na periferia: um enfoque interseccional. Civitas: Revista De Ciências Sociais, 26(1), e48395. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2026.1.48395