Sofrimento e Libertação: Significações Sobre a Morte na UTI Pediátrica

Evandro de Quadros Cherer, Alberto Manuel Quintana, Ursula Maria Stockmann Pinheiro

Resumo


O presente estudo teve como objetivo investigar a significação feita, em relação à morte, por médicos e enfermeiros de uma UTI Pediátrica. Empregou-se abordagem qualitativa, com aplicação de entrevistas semiestruturadas guiadas por eixos norteadores. Participaram deste estudo oito profissionais que atuavam em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, a saber, quatro enfermeiros e quatro médicos. Os dados foram analisados através da análise de conteúdo, da qual surgiram duas categorias: “A morte como sofrimento” e “A morte como libertação”. Destaca-se o sofrimento diante do contraste entre morte e vida, isto é, quando a morte se opôs às características de vitalidade, expectativas e fantasias de vida. Em contrapartida, a morte ainda pôde ser significada como uma libertação, ou seja, como o fim do sofrimento, diante do processo de morrer entendido como mais ansiogênico do que a própria morte.

Palavras-chave


Morte; Psicologia; Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.

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e-ISSN: 1980-8623 | ISSN-L: 0103-5371


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