Quem ri por último ri melhor? Uma análise do humor na hipermodernidade a partir do programa “Custe o que Custar”

Marcio Acselrad, Katiuska Macedo Facó

Resumo


Estudiosos do humor e do riso como Lipovetsky (2004) e Minois (2003) afirmam que o riso moderno, ligado ao pensamento iluminista, apresentava-se como esclarecedor e crítico levando as pessoas a refletirem e a buscarem mudar o mundo em que viviam. Por outro lado, o riso atual, capturado pelos meios de comunicação de massa e pela publicidade, apresenta-se como vazio de significado, descompromissado, objetivando somente ser lúdico e estimular o consumo. Até que ponto é possível corroborar com tais opiniões? Não seriam apressadas essas conclusões sobre o humor dos meios de comunicação? Será que na atualidade não somos capazes de produzir um humor com pretensões além do divertimento? Partindo da análise do programa de televisão “Custe o que custar”, o CQC, exibido pela Rede Bandeirantes de Televisão, a Band, e através da realização de um trabalho de pesquisa com grupo focal, pretendemos investigar até que ponto estas hipóteses são ou não comprováveis.

Palavras-chave


Humor; hipermodernidade; CQC

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1980-3729.2010.1.6880

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