O cineasta Glauber Rocha e a América Latina

Gilberto Felisberto Vasconcellos

Resumo


Este artigo aborda o cinema de Glauber Rocha a partir da noção de Terceiro Mundo, que implica a discussão sobre o nacionalismo e o anti-imperialismo. Ele foi o cineasta brasileiro que se diasporizou pela América latina e entrou em contato com vários intelectuais de expressão. O Cinema Novo não deixou de denunciar, sobretudo na ensaística glauberiana, a balcanização em que se encontram os países latino-americanos, os quais são vítimas ideológicas do imperialismo audiovisual dominante e suas ramificações no gênero telenovela. A polaridade metrópole-colônia atravessa a filmografia de Glauber Rocha. A colonização econômica é o que determina a alienação cultural na América Latina. O cineasta viveu a contrarrevolução de 1964, da qual sobreveio o subimperialismo na América Latina, tendo o Brasil papel essencial na deflagração dessa política que não deixa de revigorar a mentalidade colonial que perpetua o desenvolvimento do subdesenvolvimento.


Palavras-chave


Glauber Rocha; Terceiro Mundo; América Latina; Cinema Novo

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Referências


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Pátio. Glauber Rocha. Bahia. 1959. Curta-metragem. 11 min.

Barravento. Glauber Rocha. Bahia. Horus Filmes. 1961. Longametragem. 80 min.

Deus e o Diabo na Terra do Sol. Glauber Rocha. Rio de Janeiro. Copacabana Filmes. 1964. Longa-metragem. 125 min.

Maranhão 66. Glauber Rocha. Maranhão. 1966. Curta-metragem. 11 min.

Glauber Rocha. Rio de Janeiro. 1968. Curta-metragem. 22 min.

Terra em Transe. Glauber Rocha. Rio de Janeiro. Mapa Filmes e Difilm. 1967. Longa-metragem. 115 min.

Câncer. Glauber Rocha. Rio de Janeiro/Roma. Mapa Filmes. 1972. Longa-metragem. 86 min.

O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. Glauber Rocha. Rio de Janeiro. Mapa Filmes. 1969. Longa-metragem. 95 min.

Der Leone Have Sept Cabeças. Glauber Rocha. Itália. Polifilm. 1970. Longa-metragem. 95 min.

Cabezas Cortadas. Glauber Rocha. Espanha. Profilmes. 1970. Longa-metragem. 80 min.

Di Cavalcanti. Glauber Rocha. Rio de Janeiro. Embrafilme. 1977. Curta-metragem. 18 min.

Claro. Glauber Rocha. Itália. DPT-SPA. 1975. Longa-metragem. 80 min.

Terra em Transe. Glauber Rocha. Rio de Janeiro. Embrafilme. 1980. Longa-metragem. 160 min.

Bye-Bye Brasil. Carlos Diégues. Rio de Janeiro. Embrafilme. 1979. Longa-metragem. 110 min.

À Bout de Souffle. Jean-Luc Godard. Paris. Imperia Films. 1960. Longa-metragem. 90 min.

A Greve. Serguei Eisenstein. Moscou. Boris Mikhin. 1925. Longametragem. 95 min.

Ravina. Rubem Biáfora. São Paulo. Vera Cruz. 1958. Longametragem.

min.




DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1980-864X.2017.1.25138

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