Atividades extracurriculares e qualidade de vida de internos de medicina

um estudo transversal em Curitiba, Paraná

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-6108.2025.1.XXXXX

Palavras-chave:

educação médica, atividades extracurriculares, qualidade de vida

Resumo

Objetivo: Analisar a relação entre atividades extracurriculares e a qualidade de vida de internos de medicina, traçando o perfil sociodemográfico dos estudantes e identificando a importância atribuída a essas atividades. Método: Estudo transversal, realizado com internos de medicina de escolas médicas de Curitiba/PR, recrutados por amostragem em cadeia. Os dados foram coletados por meio de questionário online. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, participação em atividades extracurriculares e importância atribuída a elas. Utilizou-se o teste qui-quadrado para comparação entre grupos e a correlação de Spearman para avaliar a relação entre número de atividades realizadas e importância atribuída. Resultados: Participaram do estudo 149 internos de medicina, com idade de 24,3±2,5 anos; a maioria era do sexo feminino (69,8%), solteira (96,6%), sem filhos (98,7%), matriculada em instituições privadas (89,3%) e cursando o quinto ano (54,4%). As atividades mais frequentes foram as desportivas (85,2%) e as acadêmicas extracurriculares (85,2%). As práticas religiosas (71,2%) e desportivas (57,5%) foram as mais frequentemente classificadas como “muito importantes” para a qualidade de vida (QV). Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre variáveis sociodemográficas e a importância atribuída às atividades extracurriculares. Identificou-se correlação positiva fraca entre o número total de atividades realizadas e o número de atividades classificadas como “muito importantes” (ρ=0,371; p<0,001). Conclusão: Atividades extracurriculares desempenham papel relevante na percepção de qualidade de vida dos internos de medicina, independentemente do perfil sociodemográfico dos estudantes.

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Biografia do Autor

Vanessa Bianchini Fernandes, Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR), Curitiba, PR, Brasil

Médica formada pela Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, Curitiba, PR, Brasil; Médica de Família e Comunidade pelo Hospital Pequeno Príncipe, Curitiba, PR, Brasil; Especialista em Educação na Saúde pela Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil; Preceptora da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e da Universidade Positivo (UP) em Curitiba, PR, Brasil.

Maria Roberta Bianchini Fernandes, Clariens Educação, São Paulo, SP, Brasil.

Médica pela Faculdade Evangélica Mackenzie (FEPAR), em Curitiba, PR, Brasil.

Katia de Miranda Avena, Clariens Educação, São Paulo, SP, Brasil; Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil; Instituto Gonçalo Moniz, Fundação Oswaldo Cruz, Salvador, BA, Brasil.

Doutora em Medicina e Saúde Humana pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), em Salvador, BA, Brasil; professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) em São Paulo, SP, Brasil; Supervisora de Pesquisa e Monitoria da Clariens Educação, São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado

2026-05-12

Como Citar

Fernandes, V. B., Fernandes, M. R. B., & Avena, K. de M. (2026). Atividades extracurriculares e qualidade de vida de internos de medicina: um estudo transversal em Curitiba, Paraná. Scientia Medica, 36(1), e48998. https://doi.org/10.15448/1980-6108.2025.1.XXXXX

Edição

Seção

Artigos Originais