Atividade física em idosos

repercussões na qualidade de vida

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15448/1980-6108.2025.1.47226

Palavras-chave:

idosos, exercícios físicos, qualidade de vida

Resumo

Introdução: A prática de atividade física constitui uma importante intervenção para prevenção e tratamento de várias doenças crônicas. Nos idosos, em especial, manter-se fisicamente ativo pode fazer a diferença na busca pelo envelhecimento saudável.

Objetivo: Determinar a prevalência da prática de exercícios físicos por idosos acompanhados em um ambulatório médico e sua relação com a qualidade de vida.

Métodos: Estudo transversal,com participantes acima de 60 anos, atendidos num ambulatório médico universitário. Foram aplicados questionários contendo aspectos sociodemográficos, laborais, comportamentais e de saúde dos usuários, o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), Medical Outcomes Study 36-Item Short-Form Health Survey (SF-36) e Escala de Depressão Geriátrica (EDG). O teste Qui-quadrado (χ2) e o teste exato de Fisher foram utilizados na análise bivariada; e o teste T foi utilizado para investigar a média de atividade física e comportamento sedentário conforme variáveis de qualidade de vida dos idosos.  

Resultados: A prevalência de exercício físico foi de 41,4% entre os idosos, frequência considerada baixa, sobretudo naqueles com mais de 70 anos. Ter entre 60 e 69 anos, ser da raça branca, praticar a polifarmácia e não apresentar depressão, foram associados a maiores prevalências de atividade física (p<0,05). A qualidade de vida mostrou-se diminuída especialmente nos indivíduos com limitações físicas, baixa capacidade funcional e dor, além de uma baixa autopercepção de estado geral de saúde nos idosos de comportamento sedentário predominante.

Conclusão: A prática de exercícios físicos por idosos foi pouco prevalente. Ressalta-se a importância da educação em saúde para melhor esclarecer os benefícios da prática e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos idosos

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Biografia do Autor

Ana Laura Oliveira Freitas Gorosthides de Moura, Universidade de Rio Verde (UniRV) – Campus Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil.

Acadêmica de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV).

Kamila Ribeiro Peixoto, Universidade de Rio Verde (UniRV) – Campus Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil.

Acadêmica de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV).

Renata Dantas Queiroz Caetano, Universidade de Rio Verde (UniRV) – Campus Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil

Acadêmica de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV).

Naianne de Paula Nascimento, Universidade de Rio Verde (UniRV) – Campus Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil

Acadêmica de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV).

Mariana de Sousa Nunes Vieira, Universidade de Rio Verde (UniRV) – Campus Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil

Doutora em Ciências da Saúde e Docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV) e Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Epidemiologia e Saúde (GEPES) da UniRV.

Heloísa Silva Guerra, Universidade de Rio Verde (UniRV) – Campus Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil

Doutora em Saúde Coletiva, Docente Titular da Faculdade de Medicina da Universidade de Rio Verde e Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Epidemiologia e Saúde (GEPES) da UniRV.

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Publicado

2025-10-23

Como Citar

Oliveira Freitas Gorosthides de Moura, A. L., Ribeiro Peixoto, K., Dantas Queiroz Caetano, R., de Paula Nascimento, N., de Sousa Nunes Vieira, M., & Silva Guerra, H. (2025). Atividade física em idosos: repercussões na qualidade de vida. Scientia Medica, 35(1), e47226. https://doi.org/10.15448/1980-6108.2025.1.47226

Edição

Seção

Artigos Originais