Úlcera de Lipschütz e infecção pelo vírus Epstein-Barr
Um relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.15448/1980-6108.2021.1.39653Palavras-chave:
adolescência, úlcera de lipschütz, vírus epstein-barrResumo
Objetivo: a úlcera de Lipschütz, ou úlcera vulvar aguda, é uma causa rara de ulceração de origem não venérea. O nosso objetivo é alertar para essa manifestação da doença e prevenir tratamentos desnecessários.
Descrição: adolescente, sexo feminino, 15 anos, sem história pessoal ou antecedentes familiares de relevo. Recorreu ao Serviço de Urgência por febre e odinofagia, com cinco dias de evolução, associada a uma úlcera vulvar dolorosa, que surgiu no próprio dia. O exame clínico revelou amígdalas hipertrofiadas e eritematosas, linfadenopatia cervical anterior, e o exame ginecológico apresentou edema da vulva e uma úlcera profunda, com placas necróticas nos lábios menores. A exclusão de uma doença sexualmente transmissível levou ao diagnóstico de úlcera de Lipschütz. Ficou internada no Serviço de Pediatria e iniciou tratamento sintomático, antibioterapia por sobreinfeção da úlcera e corticoterapia tópica. Teve alta após seis dias de hospitalização e foi reavaliada em consulta um mês depois, com resolução completa do caso. Não apresentou recorrência da úlcera até aos três meses seguintes.
Conclusão: a úlcera de Lipschütz é uma doença subdiagnosticada, muito provavelmente porque os médicos não estão familiarizados com ela e por ser um diagnóstico de exclusão. A infeção pelo vírus Epstein-Barr é uma das etiologias propostas.
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