O FIM DAS FILOSOFIAS DA HISTÓRIA: LIBERDADE E DIALÉTICA

Autores

  • Delamar José Volpato Dutra UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

DOI:

https://doi.org/10.15448/1984-6746.1999.4.35250

Palavras-chave:

Dialética. Llberdade. Hegel. Adorno.

Resumo

A Escola de Frankfurt abandona,
progressivamente, as teses da filosofia da história,
cuja aceitação fornecia uma espécie de fundamento
para a teoria crítica, na medida em que se
podia confiar nos conteúdos emancipatórios da
razão, embutidos nos ideais da sociedade burguesa:
Tentaremos mostrar o pressuposto obliterado
das teses da filosofia da história a partir da
dialética do senhor e do escravo de Hegel, e por
que, então, tais teses mostraram-se insuficientes.
Por fim, buscaremos demonstrar que a figuração
teórica do oposto às teses da filosofia da história
encontra-se nos Über den Begriff der Geschichte
de Benjamin. Além disso, a recuperação de um
tal fundamento obliterado nas teses da filosofia da
história determina, a nosso ver, a consideração
moral da teoria crítica habermasiana.

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Publicado

1999-12-31

Como Citar

Dutra, D. J. V. (1999). O FIM DAS FILOSOFIAS DA HISTÓRIA: LIBERDADE E DIALÉTICA. Veritas (Porto Alegre), 44(4), 965–976. https://doi.org/10.15448/1984-6746.1999.4.35250

Edição

Seção

Artigos