A tirania da maioria: revisitando o debate

  • Marta Nunes da Costa UFSC
Palavras-chave: Democracia. Igualdade. Liberdade. Tirania da Maioria.

Resumo

Tocqueville e John Stuart Mill são dois dos grandes mestres
de ciência política e filosofia política. Com efeito, poderíamos dizer que
somos todos discípulos destes autores. Por um lado, porque Tocqueville
foi o primeiro autor a refletir sobre o paradigma democrático, entendido
como constelação política especificamente moderna. Por outro lado, o
conceito ou ideal de liberdade desempenha um papel central nos dois
autores. Liberdade é um dos pilares fundadores de qualquer projeto
democrático e apesar do reconhecimento da importância igualmente
vital do conceito de igualdade, que se vem afirmando como condição
necessária para o desenvolvimento politico na era de Tocqueville e de Mill, a liberdade permanece central nas suas preocupações. Neste artigo irei revisitar os argumentos avançados pelos autores, argumentos estes que nos alertam para os perigos da democracia, e mais precisamente, a tirania da maioria. Começarei por retratar o contexto das obras de Democracia na América de Tocqueville e Sobre a Liberdade de Mill. De seguida, ofereço uma reflexão sobre as implicações da tirania da maioria hoje. Por fim, proponho um conjunto de medidas que nos poderão ajudar a contrabalançar as tendências antidemocráticas das democracias contemporâneas.

 

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Biografia do Autor

Marta Nunes da Costa, UFSC

Professora Visitante Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina

Doutorada em Ciência Política pela New School for Social Research, NY 

Referências

MILL, J. S. On Liberty in Utilitarianism, On Liberty, Considerations on Representative Government. London: Everyman Ed., 1993.

TOCQUEVILLE, A. De la Démocratie en Amérique. Paris: Institut Coppet, 2012.

TOCQUEVILLE, A. Democracy in America. Translated by Henry Reeve. New York: A Bantam Classic, 2000.

Publicado
2015-05-13
Como Citar
Costa, M. N. da. (2015). A tirania da maioria: revisitando o debate. Veritas (Porto Alegre), 60(1), 92-105. https://doi.org/10.15448/1984-6746.2015.1.16329
Seção
Ética e Filosofia Política