Evidências de validade convergente para o teste de Wartegg

  • Fernando Pessotto Centro Universitário Salesiano - UNISAL
  • Ricardo Primi Universidade São Francisco
Palavras-chave: Rorschach, Análise de conglomerados, Regressão linear, Psicometria.

Resumo

Evidências de validade convergente são observadas à partir de estudos utilizando-se de variáveis externas que apresentem algum grau de relação. O presente estudo teve como objetivo verificar tais evidências para o teste de Wartegg utilizando o Rorschach (R-PAS). Optou-se pelo emprego da análise de cluster visto que ela utiliza tanto do coeficiente alfa como do beta, tido como mais conservador, para a estimação dos agrupamentos das variáveis. Participaram do estudo 40 sujeitos divididos em dois grupos, sendo um composto por pacientes com diagnóstico de esquizofrenia e outro por sujeitos sem histórico de diagnóstico psiquiátrico. As idades variaram entre 21 e 70 anos (M=40; DP=12,8) sendo 36 sujeitos do sexo masculino. Os resultados indicaram 7 agrupamentos de itens, sendo 6 compostos por variáveis dos dois instrumentos. Além disso, verificou-se por meio da análise de regressão logística que um dos agrupamentos apresenta significância na predição do diagnóstico de esquizofrenia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernando Pessotto, Centro Universitário Salesiano - UNISAL

Psicólogo, Mestre e Doutor em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia na Universidade São Francisco - área de concentração em Avaliação Psicológica. É coordenador do Laboratório de Psicodiagnóstico e Neurociências Cognitivas (LaPeNC) e editor associado da Revista Sul Americana de Psicologia.

Referências

Alves, I. C. B., Alchieri, J. C., & Marques, K. (2001). Panorama geral do ensino das técnicas de exame psicológico no Brasil (pp. 10-11). Presented at the I Congresso de Psicologia Clínica – Programas e Resumos, São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Berlinck, V. (2000). O teste de completamento de desenos Wartegg em universitarios de São Paulo (Dissertação de Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo.

Cardoso, L. M. (2012). Comparação da sensibilidade de três Listas de Qualidade Formal para Avaliação de Psicopatologia no Rorschach (Tese de doutorado não publicada). Universidade São Francisco, Itatiba. Conselho Federal de Psicologia – CFP. (2003). Resolução nº 002/2003 de 24 de março. Brasília, DF: CFP.

Cooksey, R. W., & Soutar, G. N. (2006). Coefficient Beta and Hierarchical Item Clustering. Organizational Research Methods, 9(1), 78-98. https://doi.org/10.1177/1094428105283939

Crisi, A. (2007). Manuale del test di Wartegg. Norme per la raccolta, la siglatura e l’interpretazione (2ª ed.). Ma. Gi.

Cronbach, L. J. (1951). Coefficient alpha and the internal structure of tests. Psychometrika, 16(3), 297-334. https://doi.org/10.1007/BF02310555

Exner, J. E. & Sendin, C. (1999). Manual de interpretação do Rorschach – para o sistema compreensivo. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Freitas, A. M. L. (1993). Guia de Aplicação e Avaliação do Teste Wartegg. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Gronnerod, J. S. & Gronnerod, C. (2012). The Wartegg Zeichen Test: a literature overview and a meta-analysis of reliability and validity. Psychological Assessment, 24(2), 476-489. https://doi.org/10.1037/a0026100

Kinget, G. M. (1952). The drawing-completion test: a projective technique for the investigation of personality, based on the Wartegg test blank. Grune & Stratton.

Koffka, K. (1975). Princípios de Psicologia da Gestalt. São Paulo: Cultrix. Marques, T. C., Chaves, A. C., & Yazigi, L. (2012). Estudo parcial da validação do Atlas do Rorschach Sistema Compreensivo em amostra de pacientes psiquiátricos de São Paulo. Psico-USF, 17(3), 417-416. https://doi.org/10.1590/S1413-82712012000300008

Meyer, G. J., Viglione, D. J., Mihura, J. L., Erard, R. E., & Erdberg. (2011). Rorschach Performance Assessment System. Toledo: Rorschach Performance Assessment System, LLC.

Mihura, J. L., Meyer, G. J., Dumitrascu, N., & Bombel, G. (2013). The Validity of Individual Rorschach Variables: Systematic Reviews and Meta-Analyses of the Comprehensive System. Psychological Bulletin, 139(3), 548-605. https://doi.org/10.1037/a0029406

Moore, R. C., Viglione, D. J., & Rosenfarb, I. S. (2013). Rorschach Measures of Cognition Relate to Everyday and Social Functioning in Schizophrenia. Psychological Assessment, 25(1). https://doi.org/10.1037/a0030546

Noronha, A. P. P., Beraldo, F. N. de M., & Oliveira, K. L. de. (2003). Well know psychological instruments used by psychology students and professional. Psicologia Escolar E Educacional, 7(1), 47-56. https://doi.org/10.1590/S1413-85572003000100005

Pasqualini-Casado, L., Vagostello, L., Villemor-Amaral, A. E. de, & Nascimento, R. G. do. (2008). Características da Personalidade de Pais Incestuosos por Meio do Rorschach, Conforme o Sistema Compreensivo. Psicologia: Reflexão E Crítica, 21(2), 293-301. https://doi.org/10.1590/S0102-79722008000200015

Pessotto, F. (2015). Teste de Wartegg (Sistema em Desenvolvimento). Itatiba: Laboratório de Avaliação Psicológica e Educacional (LabAPE), Universidade São Francisco (USF).

Pianowski, G., & Villemor-Amaral, A. E. de. (2010). Location and formal quality of the Rorschach-SC in Brazil: validity with non-patient sample. Psico-USF, 15(3), 333-343. https://doi.org/10.1590/S1413-82712010000300007

Ramon, R. R. (2006). Wartegg: Precisão entre Avaliadores e Evidência de Validade com o Método de Rorschach (Dissertação de Mestrado). Universidade São Francisco, Itatiba.

Resende, A. C., Viglione, D. J., & Argimon, I. I. de L. (2009). Gender Differences in Schizophrenia through Rorschach technique. Psico, 40(3), 279-286.

Revelle, W. (1979). Hierarchical cluster analysis and the internal structure of tests. Multivariate Behavioral Research, 14, 57-74. https://doi.org/10.1207/s15327906mbr1401_4

Roivainen, E. (2009). A Brief History of the Wartegg Drawing Test. Gestalt Theory, 31(1), 55-71.

Schmitt, M., Hofmann, W., Gschwendner, T., Gerstenberg, F., & Zinkernagel, A. (2015). A model of moderated convergence between direct, indirect, and behavioral measures of personality traits. In T. M. Ortner & F. J. van de Vijver. Behavior-Based Assessment in Psychology: Going Beyond Self-Report in the Personality, Affective, Motivation, and Social Domains (Vol. 1, p. 272). Göttingen, Germany: Hogrefe.

Scortegagna, S. A. & Villemor-Amaral, A. E. de. (2009). Autopercepção no Rorschach de vítimas de abuso sexual infantil. Psico, 40(3), 328–336.

Scortegagna, S. A. & Villemor-Amaral, A. E. de. (2013). Rorschach e Pedofilia: A Fidedignidade no Teste-Reteste. Psico, 44(4), 508-517.

Silva, M. C. de V. (2008). O teste de completamento de desenhos de Wartegg (WZT). In Anna Elisa & B. S. G. Werlang (Eds.). Atualizações em métodos projetivos para avaliação psicológica. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Werlang, B. S. G. & Cunha, J. A. (1993). Avaliação da personalidade sob enfoque projetivo. In Psicodiagnóstico-R (pp. 123-129). Porto Alegre: Artes Médicas.

Publicado
2018-04-04
Como Citar
Pessotto, F., & Primi, R. (2018). Evidências de validade convergente para o teste de Wartegg. Psico, 49(1), 73-80. https://doi.org/10.15448/1980-8623.2018.1.26935
Seção
Artigos