Apego em adolescentes institucionalizadas: processos de resiliência na formação de novos vínculos afetivos

  • Débora Dalbosco Dell’Aglio UFRGS
  • Juliana Xavier Dalbem UFRGS
Palavras-chave: Apego, resiliência, institucionalização, adolescência

Resumo

Este estudo investigou a representação do apego em adolescentes institucionalizadas por medidas de proteção, através de três estudos de caso, de meninas entre 12 e 14 anos, que experienciaram separações da figura materna na infância. Os dados foram coletados nas instituições, através da inserção ecológica, análise dos prontuários, entrevistas com profissionais da equipe técnica e entrevistas individuais com as adolescentes. As entrevistas semidiretivas, elaboradas a partir de instrumentos de avaliação do apego, examinaram as percepções das participantes sobre relações com cuidadores na infância, relação atual com essas figuras, vivências de separações ou perdas, qualidades e percepções atribuídas às relações e experiências da infância. Os dados foram discutidos identificando-se os aspectos atribuídos aos padrões de apego, tendo sido observados os padrões preocupado/ansioso e evitativo/desapegado, nos casos investigados. Os resultados apontaram presença de processos de resiliência na construção de novas relações afetivas estabelecidas após a institucionalização, tanto com pares como com adultos. Palavras-chave: Apego; resiliência; institucionalização; adolescência.

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Publicado
2008-05-21
Como Citar
Dell’Aglio, D. D., & Dalbem, J. X. (2008). Apego em adolescentes institucionalizadas: processos de resiliência na formação de novos vínculos afetivos. Psico, 39(1). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/1455
Seção
Artigos