O telefone celular na rede-jornalismo: o conceito de equívoco e a invenção de uma teoria diferenciante

Palavras-chave: Teoria do Jornalismo. Antropologia. Equívoco.

Resumo

A partir da Teoria Ator Rede e do método da Cartografia de Controvérsias (LATOUR, 2005; LEMOS, 2013), fazemos um mapeamento das mudanças agenciadas pelo telefone celular na rede-jornalismo, a partir de vivências etnográficas, durante as manifestações contra a realização da Copa do Mundo, no Rio de Janeiro, em 2014, e durante os protestos do movimento Black Lives Matter, em Nova Iorque, em 2015. A partir do material empírico, os conceitos de animismo e de tradução agenciam reflexões sobre o procedimento jornalístico, a partir da definição da notícia como uma tentativa de controlar o mundo ou, um tipo de controle coletivizante (WAGNER, 2010), que inventa o mundo a partir da redução da diferença. O contrário disso seria a invenção diferenciante, na qual a comunicação acontece pela diferença, em uma tradução-traição. Aventamos, então, a possibilidade de pensar um jornalismo em equívoco (VIVEIROS DE CASTRO, 2002, 2015), criando espaço para a proposta de uma teoria diferenciante do jornalismo.

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Biografia do Autor

Evandro José Medeiros Laia, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, MG

Professor de Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto. Doutor em Comunicação e Cultura, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com estágio doutoral no Departamento de Antropologia Aplicada do Teachers College - Columbia University.

Referências

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. O que é filosofia? Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.

LAIA, Evandro J. M. O jornalismo em equívoco: sobre o telefone celular e a invenção diferenciante. 2016. 219 f. Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Escola de Comunicação, Universidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. https://doi.org/10.20287/ec.n26.v1.a07

LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994.

LEMOS, André. A Comunicação das Coisas: teoria Ator-Rede e Cibercultura. São Paulo: Annablume, 2013.

TRAQUINA, Nelson. Teorias do Jornalismo: porque as notícias são como são. Florianópolis: Insular, 2005.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Cosac e Naify, 2015. https://doi.org/10.22456/1984-1191.70016

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Perspectival Anthropology and the Method of Controlled Equivocation. Tipití: Journal of the Society for the Anthropology of Lowland South America, v. 2, n. 1, p. 3-22, 2004. Disponível em: https://digitalcommons.trinity.edu/tipiti/vol2/iss1/1/. Acesso em: 20 mar. 2019.

WAGNER, Roy. A invenção da Cultura. São Paulo: Cosac e Naify, 2010.

Publicado
2020-05-29
Como Citar
Laia, E. J. M. (2020). O telefone celular na rede-jornalismo: o conceito de equívoco e a invenção de uma teoria diferenciante. Revista FAMECOS, 27, e34549. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2020.1.34549
Seção
Jornalismo