Mídia e obesidade infantil: uma discussão sobre o peso das propagandas

  • Andréia Mendes dos Santos Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Patricia Teresinha Scherer Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Mídia, Consumo, Obesidade

Resumo

Frente à epidemia mundial de obesidade, o Brasil ampliou a atenção em relação à má alimentação e ao excesso de peso. A obesidade infantil preocupa, pois, além de ser fator de predisposição para sérias comorbidades, reflete os hábitos alimentares inadequados das famílias e das comunidades. A mídia televisiva é considerada uma companhia ativa e majoritária na idade infanto-juvenil, frente aos prolongados períodos que as crianças assistem televisão. Vários estudos, e, entre esses, uma pesquisa realizada na cidade de Porto Alegre/RS, indicam que as propagandas interferem nas escolhas alimentares das crianças. Este artigo objetiva alertar sobre a importância da orientação à população quanto ao consumo adequado de alimentos. Cabe de antemão anunciar: não se trata da eleição de um “vilão”, a mídia tem um compromisso educativo fundamental sobre as crianças.

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Biografia do Autor

Andréia Mendes dos Santos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Psicóloga. Mestre e Doutora em Serviço Social. Bolsista CAPES – Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD). Professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PPGSS/PUCRS)
Patricia Teresinha Scherer, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Assistente Social. Mestre em Serviço Social PUCRS, doutoranda do PPGSS/FSS-PUCRS – Bolsista CAPES.

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Publicado
2014-06-02
Como Citar
dos Santos, A. M., & Scherer, P. T. (2014). Mídia e obesidade infantil: uma discussão sobre o peso das propagandas. Revista FAMECOS, 21(1), 208-223. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2014.1.14304
Seção
Comportamento e Consumo