A EJA como analisador de práticas educacionais em contextos de expansão da escolaridade

  • Mónica de la Fare Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
  • Guilherme Carlos Corrêa Universidade Federal de Santa Maria.
Palavras-chave: EJA, Obrigatoriedade, Garantias de escolarização, Argentina, Brasil.

Resumo

Neste artigo apresentamos uma reflexão acerca do papel da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no contexto atual de expansão da escolaridade obrigatória. Para isso partimos de uma análise introdutória desse contexto em América Latina para posteriormente focalizar em dois países: Argentina e Brasil. Nesse marco buscamos interrogar as características atuais da EJA assim como aspectos da invenção da figura do adulto como aluno e dos processos de “juvenilização” dessa modalidade educativa. Para tanto evocamos a EJA como analisador, ou seja, aproveitamos o potencial de práticas educacionais possíveis quando se volta a atenção para jovens e adultos e o modo particular em que esse público se dispõe à ação educacional e propomos pensar ações educacionais com esse público sem assimilá-las e reduzi-las à educação escolar.

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Biografia do Autor

Mónica de la Fare, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Possui graduação em Trabajo Social - Universidad de Buenos Aires (1990), mestrado em Serviço Social (1999), doutorado em Serviço Social (2003) e pós-doutorado em Educação (2010) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atualmente atua nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Educação da PUCRS, com ênfase em Pesquisa em Educação e Ciências Sociais. Tem experiência nas áreas de Serviço Social e Educação. Publica e trabalha sobre temas de produção de conhecimento em Serviço Social e em Educação, Educação de Jóvens e Adultos, formação de pesquisadores, política pública e estudos sobre universidade, com foco na posgraduação

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Publicado
2015-08-17
Como Citar
de la Fare, M., & Corrêa, G. C. (2015). A EJA como analisador de práticas educacionais em contextos de expansão da escolaridade. Educação Por Escrito, 6(2), 339-352. https://doi.org/10.15448/2179-8435.2015.2.21552