A leitura do hipertexto sob a perspectiva da Teoria da Enunciação

  • Juliana Rossa Faculdade Murialdo
Palavras-chave: Enunciação, Subjetividade da linguagem, Leitura, Benveniste, Hipertexto.

Resumo

Este artigo tem como objetivo realizar o cruzamento interdisciplinar das teorias da enunciação e do hipertexto. O estudo, de natureza teórica, caracteriza-se por ser uma análise que interliga as contribuições da teoria da enunciação de Émile Benveniste com teorias sobre hipertexto, pela ótica de autores como Lúcia Santaella, Pierre Lévy, Alex Primo e George Landow. Observamos que as categorias de pessoa, tempo e espaço – as quais Benveniste debita a subjetividade da linguagem – potencializam-se no hipertexto. Essa potencialização, que é uma das características do ciberespaço pela infinidade de elos multiconectados, induz a uma forma especial de leitura desses hipertextos. Dessa forma, propomos o termo hipersubjetividade da linguagem para tratar do discurso no ambiente virtual, o qual possui um leitor diferenciado e imersivo no complexo cenário do ambiente virtual.

Biografia do Autor

Juliana Rossa, Faculdade Murialdo
Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Letras (Associação Ampla UCS/UniRitter). Possui mestrado em Letras, Cultura e Regionalidade (UCS); especialização em Leitura e Produção Textual (UCS); e graduação em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo (UCS). Atualmente é professora das disciplinas de Produção Textual e Metodologia da Pesquisa Científica nos cursos de graduação da Faculdade Murialdo; e coordena a Central de Atividade Prática Supervisionada (APS) da mesma instituição. Áreas de interesse: letras, leitura, produção textual, processos culturais, migrações internacionais, jornalismo, comunicação digital.

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Publicado
2016-12-09
Como Citar
Rossa, J. (2016). A leitura do hipertexto sob a perspectiva da Teoria da Enunciação. Letrônica, s155-s166. https://doi.org/10.15448/1984-4301.2016.s.22395
Seção
Artigos