Fé cristã e filosofia na antiguidade tardia

Palavras-chave: Fé, Razão, Patrística, Filosofia

Resumo

O objetivo deste artigo consiste em realizar uma breve sinopse histórico-filosófica, visando a situar o status quaestionis da relação entre fé e razão nos primeiros séculos da era cristã. Em face do imperativo crítico da filosofia, a inteligência cristã procurou comunicar os conteúdos da fé, partindo das exigências epistêmicas da cultura greco-romana. Nesse sentido, pretende-se aludir aos aspectos fundamentais da inteligência da fé cristã em Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano. Contudo, este itinerário não almeja esgotar a profundidade da questão. O método proposto neste labor acadêmico será o da revisão bibliográfica. As considerações desenvolvidas nesta pesquisa, no entanto, situam-se na perspectiva de que a fé cristã não se furta ao exercício de reflexão crítica ante às exigências filosóficas.

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Biografia do Autor

Daniel Ribeiro de Almeida Chacon, UEMG
Atualmente Detém formação em três áreas, a saber: I) Filosofia: Mestrado Acadêmico pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Mestrado Eclesiástico pela Faculdade de Filosofia do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, Licenciatura pela Universidade Católica de Brasília, Bacharelado pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e Bacharelado (Diploma Eclesiástico) pela Faculdade de Filosofia do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus. II) Pedagogia: Especialização em Educação (Inspeção Escolar e Supervisão Escolar) e Licenciatura em Pedagogia, títulos estes obtidos através da Faculdade de Educação e Tecnologia - Fetremis. III) Teologia e Ciências da Religião: Especialização em Ciências da Religião pela Faculdade de Educação e Tecnologia - Fetremis e Bacharelado em Teologia pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix (FATE-BH).

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https://doi.org/10.7202/1020565ar

Publicado
2019-07-11
Como Citar
Chacon, D. R. de A. (2019). Fé cristã e filosofia na antiguidade tardia. Intuitio, 12(1), e32476. https://doi.org/10.15448/1983-4012.2019.1.32476