Caracterização da preferência sistemática por um som em casos de desvio fonológico

  • Márcia Keske-Soares
  • Marizete Ilha Ceron
  • Ana Rita Brancalioni
  • Regina Ritter Lamprecht
Palavras-chave: fala, distúrbios da fala/terapia, fonoterapia, linguagem infantil, deficiência fonológica.

Resumo

O objetivo deste trabalho foi analisar o sistema fonológico de cinco crianças com preferência sistemática por um som de acordo com os estudos de Weiner (1981) e Yavas e Hernandorena (1989, 1991). A amostra está composta por cinco sujeitos (quatro meninos e uma menina), com idade de 6:4 (S1), 4:11 (S2), 4:4 (S3), 5:5 (S4) e 5:1 (S5). Os dados de fala foram analisados através da avaliação fonológica. Para análise da fala utilizaram-se análises contrastiva e de traços. Os resultados obtidos na análise dos dados de fala dos cinco sujeitos são descritos e comparados aos padrões identificados pelos autores acima citados quanto à preferência sistemática por um som. O S1 apresenta preferência por /s/ e /z/, afetando a classe das fricativas; S2, por /f/ e /v/, substituindo fricativas e plosivas; S3, por /t/ e /d/, afetando as fricativas; S4, por /k/ e /g/ afetando plosivas e fricativas; S5, pela glotal /ʔ/, substituindo fricativas e plosivas. Conclui-se que os resultados confirmam que o nível do desvio é variável, com o sistema fonológico ininteligível devido à perda de contraste. Porém, é necessário estudar um número maior de sujeitos e saber o tipo de desordem para atentar para o diagnóstico e a terapia. Além disso, é importante que os terapeutas da fala, ao detectarem e tratarem o desvio fonológico, conheçam as características dos sistemas com preferência sistemática por um som.

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Como Citar
Keske-Soares, M., Ceron, M. I., Brancalioni, A. R., & Lamprecht, R. R. (2009). Caracterização da preferência sistemática por um som em casos de desvio fonológico. Letras De Hoje, 43(3). Recuperado de https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/view/5608
Seção
Artigos