Influência do tipo de parto no resultado do tratamento fisioterapêutico na incontinência urinária

  • Mara Regina Knorst Pontifícia Universidade católica do Rio Grande do Sul
  • Flávia Elize Lisot Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Larissa Lovatel Zollner Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul
  • Maria Cristina Barbosa Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul
  • Thais de Lima Resende Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: incontinência urinária, parto, mulheres, saúde da mulher, gestação

Resumo

Objetivos: Analisar a influência do tipo de parto na força muscular do assoalho pélvico (FMAP) de mulheres com incontinência urinária (IU), antes e depois de intervenção fisioterapêutica e determinar a relação entre os tipos de IU e tipos de parto. Materiais e Métodos: Neste ensaio clínico, de braço único e não controlado foram incluídas 46 mulheres (35 a 78 anos) com diagnóstico médico de IU (de esforço – IUE, de urgência – IUU ou mista – IUM), que não realizaram cirurgia ginecológica. As voluntárias foram avaliadas e submetidas a tratamento conservador, constituído de exercícios perineais e eletroestimulação transvaginal. Resultados: A média de idade foi de 53,6±10,5 anos. Metade das voluntárias apresentou IUM, 39,1% apresentaram IUE e 10,9% IUU. Após o tratamento, as mulheres que realizaram parto normal apresentaram aumento significativo da FMAP, tanto mensurada pelo perineômetro (p=0,031; teste t student para amostras pareadas), quanto pelo teste bidigital (p≤0,05; teste de Wilcoxon), enquanto que as mulheres que realizaram parto cesárea ou os dois tipos de parto não apresentaram ganho significativo. A relação entre os tipos de parto e tipos de IU não apresentou diferença significativa. Mais de 80% das mulheres que realizaram parto normal ou cesárea se mostraram continentes ou satisfeitas após o tratamento. Conclusão: As voluntárias que realizaram parto normal apresentaram o maior ganho da FMAP. Não obstante, os tipos de partos não influenciaram os resultados da intervenção fisioterapêutica relativos à continência urinária, uma vez que a maioria das mulheres tratadas relatou estar continente ou satisfeita com o tratamento.

Biografia do Autor

Mara Regina Knorst, Pontifícia Universidade católica do Rio Grande do Sul
Doutorem Gerontologia Biomédica, professora do curso de Fisioterapia da PUCRS.
Flávia Elize Lisot, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Fisioterapeuta formada pela PUCRS
Larissa Lovatel Zollner, Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul
Fisioterapeuta formada pela PUCRS
Maria Cristina Barbosa, Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul
Fisioterapeuta formada pela PUCRS
Thais de Lima Resende, Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul
Doutor em Ciências da Saúde (PUCRS). Professora do Curso de Fisioterapia (PUCRS).
Publicado
2012-08-17
Seção
Artigos Originais