Profissionalismo e diferença de gênero na magistratura paulista

  • Maria da Gloria Bonelli UFSCar
Palavras-chave: Profissões, magistratura, diferença, gênero

Resumo

Este artigo analisa as mudanças na composição de gênero da magistratura paulista, que ocorreram simultaneamente ao processo de reforma do Judiciário. Argumenta que o tribunal usou de estratégias de recrutamento e de controle para se manter como carreira pública de elite. Ao enfrentar um ambiente externo que pressionava por reformas e um ambiente interno mais heterogêneo, deu centralidade à postura profissional, procurando homogeneizar a diferença através da identificação com “ser magistrado(a)”. A diferença é conceituada e sugerida às formas como ela é interpretada na magistratura. Destaca-se a diferença como subjetividade, parte da esfera íntima, vindo a público o compartilhamento de uma corporalidade que distingue o grupo e produz sua eficácia simbólica. O artigo baseia-se em 20 entrevistas semiestruturadas realizadas com magistrados (as) para o projeto Profissionalismo e gênero nas carreiras jurídicas, financiado pelo CNPq, além de dados quantitativos e fontes documentais.

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Biografia do Autor

Maria da Gloria Bonelli, UFSCar
Professora titular do Departamento de Sociologia da UFSCar, doutora em Ciências Sociais, UNICAMP, autora de Profissionalismo e Política no Mundo do Direito, EdUFSCar, 2002, e co-autora de Profissionalização por gênero em escritórios paulistas de advocacia, Tempo Social, 20,n.1, 2008.
Publicado
2010-11-18
Como Citar
Bonelli, M. da G. (2010). Profissionalismo e diferença de gênero na magistratura paulista. Civitas - Revista De Ciências Sociais, 10(2), 270-292. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2010.2.6491