Hamsters numa roda? Aceleração e quarta revolução industrial

Palavras-chave: Tecnologia. Aceleração. Cultura. Teoria social.

Resumo

A quarta revolução industrial começa a ser caracterizada pelo desenvolvimento da inteligência artificial, edição genética, nanotecnologia e as interfaces entre o biológico, o inorgânico, o social e o digital. Há autores que potencialmente veem nela uma panaceia que deve trazer um mundo de pós-escassez, alcançando a superação evolutiva da espécie humana no reino do trans-humano. Outros levantam com grande preocupação a possibilidade de cenários distópicos assustadores e um “risco existencial” iminente, ainda maior que o das armas nucleares. Entre esses dois extremos, há posições nesse novo debate tecno-filosófico que consideram implausível a realização da utopia e a queda da distopia, e propõem uma visão prototípica, que exige a compreensão e aceitação dos aspectos inevitáveis da transição contínua e uso proativo de suas possibilidades como forma depreservar e fortalecer a validade da identidade e liberdade humanas. Nas duas primeiras seções deste trabalho, contextualiza-se o momento atual da tecnologia e sua capacidade transformadora nas sociedades, no que foi chamado de quarta revolução industrial. Na terceira seção é aprofundada teoricamente a aceleração, um conceito que, para Harmut Rosa, é definidor de “modernidade tardia”. Finalmente, o trabalho termina colocando uma questão fundamental que o inspira: quais são as nossas chances de orientar a inovação tecnológica para evitar danos imprevisíveis?

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Biografia do Autor

Felipe Arocena, Universidad de la República (Udelar), Montevideo

Doctor en Ciencias Humanas. Profesor Titular, Universidad de la República (Udelar), Montevideo.

Sebastián Sansone, Universidad de la República (Udelar), Montevideo

Magister en Sociología (en curso). Profesor Ayudante, Universidad de la República (Udelar), Montevideo.

Referências

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Publicado
2020-07-16
Como Citar
Arocena, F., & Sansone, S. (2020). Hamsters numa roda? Aceleração e quarta revolução industrial. Civitas - Revista De Ciências Sociais, 20(2), 221-233. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2020.2.33886