Narrar – mostrar – ver: Como analisar um álbum de fotos de família em conexão com uma entrevista narrativa.

  • Roswitha Breckner Universität Wien, Austria
Palavras-chave: Narrativa biográfica. Imagem. Álbum de fotos.

Resumo

Álbuns de fotos de família são lugares onde memórias são criadas e fixadas (Chalfen, 1987). Eles consistem principalmente de fotografias e outros tipos de material visual (cartões postais, bilhetes ou ingressos etc.), bem como de legendas e comentários mais ou menos extensos. Tradicionalmente, os retratos são organizados em um livreto, isto é, em uma ordem sequencial que se baseia implicitamente em uma estrutura pictórica e narrativa de apresentação e criação de uma “moldura familiar” (Hirsch, 1997[2002]). Como emerge uma imagem específica de “família”, fundamentada em experiências e convenções, quando se cria e olha um álbum de fotos de família? Enfocando esta pergunta geral, neste artigo se apresenta a análise de um álbum de família. Com isso, tornar-se-á visível a maneira metodológica de interpretar uma autoapresentação pictórica. Os resultados desta análise são combinados e contextualizados por uma entrevista narrativa biográfica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Roswitha Breckner, Universität Wien, Austria
Doutora em Sociologia pela Technische Universität Berlin (Alemanha), livre-docente em Ciências Sociais pela Universität Wien (Áustria), é professora no Instituto de Sociologia da Universität Wien, Áustria, presidente do Comitê de Pesquisa 38 (Biografia e Sociedade) da Associação Internacional de Sociologia (ISA).

Referências

BARTHES, Roland. Camera lucida. New York: Hill and Wang, 1981.

BAXANDALL, Michael. The language of art criticism. In: Salim Kemal; Ivan Gaskell (Orgs.). The language of art history. Cambridge: Cambridge University Press, 1991. p. 67-75.

BOEHM, Gottfried. Wie Bilder Sinn erzeugen: Die Macht des Zeigens. Berlin: University Press, 2007.

BRECKNER, Roswitha. Sozialtheorie des Bildes: Zur interpretativen Analyse von Bildern und Fotografien. Bielelfeld, 2010. (mimeo).

BRECKNER, Roswitha.. Bildwahrnehmung – Bildinterpretation: Segmentanalyse als methodischer Zugang zur Erschließung bildlichen Sinns. Österreichische Zeitschrift für Soziologie, v. 2, n. 12, p. 143-164, 2012.

BRECKNER, Roswitha; RUPP, Susanne. Discovering biographies in changing social worlds: the biographical-interpretive method. In: Prue Chamberlayne; Mike Rustin; Tom Wengraf (Orgs.). Biography and social exclusion in Europe: experiences and life journeys. Bristol: Policy Press, 2002. p. 289-308.

CHALFEN, Richard. Snapshot versions of life. Bowling Green: State University Popular Press, 1987.

FISCHER-ROSENTHAL, Wolfram. Zur subjektiven Aneignung von Gesellschaft. In: U. Flick; E. Kardorff; H. Keupp; L. V. Rosenstiel; S. Wolff (Orgs.). Handbuch qualitative Sozialforschung. München: PVU, 1991. p. 78-89.

HIRSCH, Marianne. Family frames: photography, narrative, and postmemory. Cambridge: Harvard University Press, 1997[2002].

IMDAHL, Max. Ikonik, Bilder und ihre Anschauung. In: Gottfried Boehm (Org.). Was ist ein Bild? München: Wilhelm Fink Verlag, 1994. p. 300-324.

IMDAHL, Max. Giotto: Arenafresken – Ikonographie, Ikonologie, Ikonik. München: Fink, 1980.

LANGER, Susanne K. Philosophy in a new key: a study in the symbolism of reason, rite, and art. Cambridge: Harvard University Press, 1942[1996].

MITCHELL, William J. T. Picture theory: essays on verbal and visual representation. Chicago: University of Chicago Press, 1994.

OEVERMANN, Ulrich; ALLERT, Tilman; KONAU, Elisabeth. Zur Methodologie einer objektiven Hermeneutik und ihre allgemeine forschungslogische Bedeutung in den Sozialwissenschaften: Interpretative Verfahren in den Sozialwissenschaften. In: Hans-Georg Soeffner (Org.). Interpretative Verfahren in den Sozial- und Textwissenschaften. Stuttgart, 1979. p. 352-434.

OEVERMANN, Ulrich et al. Structures of meaning and objective hermeneutics. In: V. Meja; D. Misgeld; N. Stehr (Orgs.). Modern German sociology. New York: Columbia University Press, 1987.

ROSE, Gillian. ‘The good eye’: looking at pictures using compositional interpretation. Visual methodologies. London: Sage, 2007.

ROSENTHAL, Gabriele. Erlebte und erzählte Lebensgeschichte: Gestalt und Struktur biographischer Selbstbeschreibungen. Frankfurt am Main: Campus, 1995.

ROSENTHAL, Gabriele. Biographical research. In: C. Seale et al. (Orgs.). Qualitative research practice. London: Sage, 2004. p. 48-64.

ROSENTHAL, Gabriele. Reconstruction of life stories: principles of selection in generating stories for narrative biographical interviews. Narrative Study of Lives,

v. 1, p. 59-91, 1993.

SCHÜTZE, Fritz. Pressure and guilt: the experience of a young German soldier in World War II and its biographical implication. International Sociology, v. 7, p. 187-208, 347-467, 1992.

SCHÜTZE, Fritz. Biography analysis on the empirical base of autobiographical narratives: how to analyse autobiographical narrative interviews – Part I + II. Invite – Biographical counseling in rehabilitative vocational training – further education curriculum. 2007.

SCHÜTZE, Fritz; RIEMANN, Gerhard. Trajectory as a basic theoretical concept for analyzing suffering and disorderly social processes. In: David R. Maines (Org.). Social organization and social processes. Hawthorne: Aldine, 1990. p. 333-357.

VÖLTER, Bettina; DAUSIEN, Bettina; LUTZ, Helma et al. Biographieforschung im Diskurs. Wiesbaden: VS Verlag, 2005.

Publicado
2014-06-26
Como Citar
Breckner, R. (2014). Narrar – mostrar – ver: Como analisar um álbum de fotos de família em conexão com uma entrevista narrativa. Civitas - Revista De Ciências Sociais, 14(2), 285-306. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2014.2.17866