Uma abordagem schutziana do problema da igualdade-desigualdade

  • Hisashi Nasu Waseda University

Resumo

“Igualdade” é um dos valores predominantes na sociedade moderna. É praticamente assumido como dado que igualdade tem que ser garantida, aprofundada e alcançada em qualquer esfera. Enquanto tal, a ideia de igualdade continua a ser um dos princípios básicos da teoria social moderna desde que J.J. Rousseau discutiu o tema. Contudo, igualdade não é um conceito definitivo, mas “sensitivo” (H. Blumer) e “vazio”, ou seja, deve assumir várias conotações. Muitos pesquisadores interessados no problema de igualdade-desigualdade como um fenômeno social envidaram esforços para preenchê-lo com alguns conteúdos. Suas discussões tendem a ajustar seus focos sobre “Igualdade de quê?” (A. Sen), examinar vários tipos de igualdade e desenhar uma conclusão sobre qual tipo de igualdade deve ser dado maior prioridade sobre outros, fundada sobre alguns pressupostos básicos assumidos como dados. Um atribui maior prioridade, por exemplo, à “igualdade de recursos”, outro à “igualdade de capacidade”, um terceiro à “oportunidade igual ao bem-estar”, e um quarto ao “acesso igual aos benefícios” e assim não há maneira de reconciliar um com o outro. Pesquisas empíricas conduzidas por tais discussões podem acumular muitos dados e resultados em quantidade, mas não podem desenvolver uma teoria adequada de igualdade-desigualdade e não podem aprofundar a compreensão do fenômeno social de igualdade-desigualdade. Neste sentido, seria melhor, eu penso, consultar a contribuição de Schutz ao Fifteenth Symposium of the Conference on Science, Philosophy and Religion proferida na Columbia University em 1955. Este artigo procura examinar o significado da discussão fenomenológica de Schutz sobre igualdade para o debate sobre o problema de igualdade-desigualdade em particular, e o significado da sua teoria social fenomenológica em geral.

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Publicado
2011-11-18
Como Citar
Nasu, H. (2011). Uma abordagem schutziana do problema da igualdade-desigualdade. Civitas - Revista De Ciências Sociais, 11(3), 395-408. https://doi.org/10.15448/1984-7289.2011.3.10056